Você pode criticar a performance da Lady Gaga no Super Bowl sem compará-la com a Beyoncé

Quando Lady Gaga assumiu o show do intervalo do Super Bowl no último domingo (5), ela fez com que os Estados Unidos e o mundo parassem para assisti-la. A artista não só cantou alguns de seus maiores sucessos, como também levou uma mensagem de inclusão e de aceitação de gays, lésbicas, bissexuais e pessoas trans.

Algumas pessoas, entretanto, não partilham do mesmo entusiasmo com a apresentação, o que não é um problema, já que ninguém é obrigado a gostar das mesmas coisas. Contudo, eis o seguinte: você pode criticar a cantora sem compará-la com a Beyoncé.

Queen Bey cantou no Super Bowl duas vezes: uma em 2013 e outra no ano passado, quando se apresentou com Coldplay e Bruno Mars. A cantora roubou a cena no show, apresentando seu novo single na época, “Formation”, o qual é sobre seu orgulho de ser negra, e se manifestando pelo fim da violência policial contra a população negra. Como de costume, ela fez algo que deu o que falar por muitas semanas.

Isso, porém, não diminui em nada o que Lady Gaga fez, tampouco tira dela seus méritos. Precisamos parar de comparar mulheres e de alimentar uma rivalidade feminina que não existe e que não é saudável para ninguém. O Super Bowl não é uma competição de qual cantora é melhor, embora cada uma queira deixar sua marca e fazer a melhor performance de suas vidas para seus fãs e a todos que estão assistindo.

Pelo segundo ano consecutivo, duas mulheres, uma negra e uma branca abertamente bissexual, usaram o palco de um dos eventos esportivos mais assistidos do mundo, para cantar sobre identidade negra e questões LGBT. E somente a existência das duas, por si só, já são atos de resistência e política. Portanto, ao invés de compará-las e diminui-las, deveríamos reconhecer a importância das duas em um mundo e uma indústria ainda muito machista, racista e LGBTfóbica.

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E, sim, você pode criticar a performance da voz de “Bad Romance”. Fique à vontade. Mas compará-la com Beyoncé, para criar uma rixa entre as duas (e seus fãs) é realmente desnecessário. Não é preciso diminuir uma para elevar a outra ou provar alguma coisa. São duas artistas diferentes, que fazem trabalhos diferentes, que apenas queriam superar seus próprios limites e fazer o melhor trabalho possível.

Se elas cumpriram ou não as expectativas criadas, é discutível. Porém, a rivalidade deixe para quem estava lá para isso: New England Patriots e Atlanta Falcons.

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