Viola Davis fez um bom ponto sobre diversidade durante o SAG Awards

Houve uma grande diferença entre o SAG Awards, prêmio concedido pelo sindicato dos atores dos Estados Unidos, e o Oscar, que só acontece no dia 28 de fevereiro. Enquanto o segundo não indicou qualquer ator negro ou de outra etnia, o primeiro não só indicou, como também premiou a diversidade.

Viola Davis, Idris Elba, Queen Latifah, Uzo Aduba e todo o elenco de “Orange Is The New Black” foram premiados. “Olhe para esse palco. É isso o que queremos dizer quando falamos em diversidade”, disse a atriz Laura Prepon apontando para o elenco de “OITNB”. “Diferentes raças, cores, credos, orientações sexuais.”

E numa conversa com a imprensa, após levar o prêmio de ‘Melhor Atriz em Série Dramática’, Viola Davis falou sobre diversidade, a grande ganhadora da noite. “Nos tornamos uma sociedade de assuntos do momento. A diversidade não é um assunto do momento. Não é”, afirmou a atriz veterana. “Eu me considero uma atriz desde que tirei minha equity card [um documento que comprova filiação ao sindicato dos atores]. Nunca coloquei limitações em mim. Eu sentia que poderia interpretar Chekhov, qualquer personagem de Chekhov, Shakeapeare, Arthur Miller e August Wilson. Eu me vejo como atriz. Não importa o que aconteça na indústria, eu encontrarei uma maneira de praticar minha arte, e todos os atores de cor que eu conhece também não colocam limitações em si.”

Ao Entertainment Tonight, Viola elaborou mais um pouco sobre diversidade, comentando sobre as indicações ao Oscar, que gerou o movimento #OscarsSoWhite. “Não é só uma hashtag e não é um assunto do momento. É um assunto da vida”, disse. “Nós, pessoas de cor, sempre estivemos aqui. Sempre fizemos parte dessa cultura e, portanto, nós deveríamos sempre ser parte da narrativa e parte das histórias contadas.”

Ainda sobre o #OscarsSoWhite, a atriz acredita que o boicote à premiação deve ser uma decisão individual, pois o mais importante é apoiar as produções que contam histórias diversificadas. “Quando você entra em um cinema ou teatro, esteja aberto aberto à experiência da história. Sinto como se as pessoas acreditassem que as histórias sobre pessoas de cor não fossem inclusivas, [mas] elas são muito inclusivas”, afirmou. “Pegue seu dinheiro para ver raça, para ver ‘Straight Outta Compton’, ‘Selma’, apoie diretores como Ava DuVernay, Lee Daniels, Spike Lee… Essas histórias são tão válidas e importantes quanto todas as outras. Isso é mais importante do que boicotar [o Oscar]. É estar aberto.”

O apoio a produções que contam histórias diversificadas foi algo apontado pela própria Ava DuVernay no ano passado, como forma de aumentar a distribuição delas  nos cinemas. “As distribuidoras estão focadas em servir à audiência o que ela quer. Então, a audiência precisa dizer ‘nós queremos várias vozes. Queremos ver algo além de Transformers 19.’ Deus abençoe. Tenho certeza que é maravilhoso, mas há outras coisas por aí.”

Confira a conversa de Viola Davis com a imprensa abaixo:

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