Não há Síndrome de Estocolmo na nova versão de “A Bela e a Fera”, afirma Emma Watson

  19. fevereiro 2017   Cinema   0
Não há Síndrome de Estocolmo na nova versão de “A Bela e a Fera”, afirma Emma Watson

Emma Watson é uma ativista feminista incansável fora das telas – e na frente delas também. A atriz britânica luta por uma representação melhor das mulheres no cinema, e fez questão de garantir isso com seu papel da princesa Bela em “A Bela e a Fera”, novo live-action da Disney.

Além de fazer com que a personagem criasse uma máquina de lavar para que ela pudesse ter mais tempo para ler e ensinar uma garotinha o mesmo, a artista fez questão de que a princesa tivesse sapatos mais confortáveis e não usasse um espartilho para afinar sua cintura.

Não fosse tudo isso, Emma só aceitou interpretar Bela depois de ter uma garantia de que ela não sofreria a Síndrome de Estocolmo, um estado psicológico, no qual a vítima cria uma simpatia por seu agressor. Essa é uma das grandes críticas feitas contra a animação de 1991, que chegou a concorrer ao Oscar de ‘Melhor Filme’.

Sua preocupação era de que o longa-metragem transmitisse uma mensagem de que seria possível mudar um homem violento por meio do amor e compaixão. Contudo, ela afirma que isso não vai acontecer no live-action.

“Isso é algo que eu pensei muito no começo, a questão da Síndrome de Estocolmo nessa história, que é quando uma prisioneira se apaixona por seu sequestrador”, disse a artista à revista Entertainment Weekly. “Bela discute ativamente e discorda da Fera constantemente. Ela não possui nenhuma das características de alguém com Síndrome de Estocolmo, porque ela mantém sua independência, ela continua com sua liberdade de pensamento. Ela faz um inferno com ele. Não há um pensamento de que ela deve matar esse cara com bondade.

Na verdade, ela dá o melhor dela. Se ele bate a porta, ela bate também. Há essa rebeldia do tipo: ‘se você acha que eu vou jantar com você sendo sua prisioneira, não mesmo’. Acho que isso é uma das coisas lindas nessa história. Eles formam uma amizade primeiro e o buraco que fica no meio é dessa partilha genuína, o amor cresce daí, de forma que eu acho que é mais significativa do que muitas histórias de amor em que há um amor à primeira vista”.

E Bela não é a única personagem inspiradora vivida pela britânica. Como esquecer de seu papel icônico como a bruxa Hermione Granger na saga “Harry Potter”? Mesmo depois de tanto tempo, Emma Watson espera que a personagem continue motivando meninas e mulheres a serem corajosas e não terem medo de expôr suas opiniões.

“Hermione encontra uma forma de exercer sua inteligência e se torna a líder desse grupo de dois garotos. Acho que é esse o papel que ela assume”, acredita. “Harry é muito intuitivo. Ron segue o fluxo. Hermione é quem tem um plano, ela tem um controle. Acho que isso, de alguma maneira, deu a outras mulheres permissão de que sintam que podem ocupar espaços”.

E indo além, Hermione é uma heroína que meninas e meninos deveriam se espelhar.

“Se você perguntasse a um menino qual super-herói ele se espelha, sinto que pouquíssimos diriam uma mulher, o que é uma vergonha, pois precisamos viver em uma cultura que valoriza, respeita, se espelha e idolatra as mulheres tanto quanto os homens”, concluiu Emma. “Acho que isso está mudando devagar, mas é algo que precisa ser discutido”.


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *