Protagonistas de “The Big Bang Theory” decidem diminuir seus salários para que as atrizes tenham um aumento

Em mais um episódio da série “Igualdade salarial em Hollywood”, os protagonistas de “The Big Bang Theory” decidiram diminuir seus salários para que as atrizes da atração possam ganhar um aumento.

De acordo com a revista Variety, que ouviu várias fontes ligadas à produção, Jim Parsons (Sheldon), Johnny Galecki (Leonard), Kaley Cuoco (Penny), Kunal Nayyar (Raj) e Simon Helberg (Howard) teriam aceitado um corte de US$ 100 mil em seus salários para que Mayim Bialik (Amy) e Melissa Rauch (Bernadette) pudessem receber um pagamento maior. Segundo a publicação, as duas recebem US$ 200 mil por episódio, enquanto o quinteto principal faz US$ 1 milhão por episódio.

A importância de suas personagens para a série, que já chegou à sua décima temporada, é inegável, o que justifica o aumento dos salários, caso alguém ainda tenha dúvidas. Amy é namorada de Sheldon e já recebeu indicações ao Emmy por seu papel. Ao mesmo tempo, Bernadette teve um filho recentemente com Howard, o que significa uma participação maior na atração. Atualmente, “The Big Bang Theory” é o seriado mais assistido da televisão dos Estados Unidos.

Caso os cinco artistas abram mão do dinheiro, isso possibilitaria um aumento no orçamento de US$ 500 mil, que dividido entre Mayim e Melissa, aumentaria seus pagamentos para algo em torno de US$ 450 mil por cada um dos próximos 48 episódios. Se o acordo for fechado, a atração será renovada para mais duas temporadas.

Desde o discurso de Patricia Arquette no Oscar de 2015, a igualdade salarial entre homens e mulheres virou tema recorrente em Hollywood. Diversas atrizes se manifestaram sobre o assunto, pedindo condições de trabalho iguais as de seus colegas do gênero masculino.

E embora a realidade dessas celebridades esteja bem distante da nossa (afinal, estamos falando de salários com cinco ou seis dígitos), essa discussão tem levado várias mulheres a pedir salários iguais em seus empregos, e tem feito com que políticos criassem leis obrigando empresas a diminuir ou acabar com a disparidade salarial.

No Brasil, estima-se que, em média, a mulher receba 30% a menos do que os homens. E quando falamos de mulheres negras, calcula-se que elas recebam até 60% menos do que um homem branco.

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