Mais uma edição do Oscar, mais uma edição sem mulheres concorrendo ao prêmio de ‘Melhor Diretor’

A diversidade racial entre os indicados ao Oscar melhorou em relação ao ano passado: há artistas negros em todas as categorias de atuação, sendo que três delas concorrem a ‘Melhor Atriz Coadjuvante’, há uma mulher negra disputando em ‘Edição’ e um cineasta negro em ‘Direção’.

Ainda assim, mesmo com esses avanços, é notável a ausência de mulheres na categoria de ‘Melhor Diretor’. A última vez que uma mulher concorreu foi em 2010, quando Kathryn Bigelow foi indicada por “Guerra ao Terror”, cujo filme rendeu a ela a estatueta dourada. Ela se tornou naquele ano a primeira – e até agora a única – mulher a vencer na categoria em 88 anos de Oscar.

Barbra Streisand foi a responsável por entregar a ela o prêmio, fazendo questão de notar que aquela poderia ser a primeira vez que uma mulher teria a chance de ser vencedora na categoria. Vale lembrar que Streisand foi a primeira e única mulher até hoje a ganhar o prêmio de ‘Melhor Diretor’ na história do Globo de Ouro.

Nessas quase nove décadas de Oscar, apenas quatro mulheres foram indicadas ao prêmio de ‘Direção’: Lina Wertmüller, em 1976, por “Pasqualino Sete Belezas”, Jane Campion, em 1993, por “O Piano”, Sofia Coppola, em 2003, por “Encontros e Desencontros”, e Kathryn Bigelow, em 2010, que permanece a única ganhadora da honraria.

Mas esse não é um problema exclusivo da premiação. Ele é muito maior e atinge a indústria cinematográfica como um todo. Segundo um relatório feito pelo Center for the Study of Women in Television and Film, da Universidade Estadual de San Diego, as mulheres dirigiram apenas 7% dos 250 maiores filmes de 2016 nos Estados Unidos. O percentual é 2% menor em comparação ao ano de 2015 e 1998, quando o estudo começou a ser feito. Ou seja, podemos concluir que em quase 20 anos Hollywood não tem feito nada para resolver a desigualdade de gênero.

E antes que alguém se apresse em dizer que não há mulheres o bastante para desempenhar tal função, a realidade é que não há oportunidades para que elas possam trabalhar.

Neste ano, os cinco homens que concorrem ao Oscar de ‘Direção’ são Denis Villeneuve, por “A Chegada”, Kenneth Lonergan, por “Manchester à Beira-Mar”, Mel Gibson, por “Até o Último Homem”, Damien Chazelle, por “La La Land – Cantando Estações”, e Barry Jenkins, por “Moonlight”.

Caso Jenkins vença, ele será o primeiro cineasta negro a ganhar na categoria. Ele é o quarto homem negro a ser indicado nos 88 anos da premiação. Ao mesmo tempo, nenhuma mulher negra chegou a disputar a ‘Melhor Diretor’. Ava DuVernay, em 2015, viu seu longa “Selma” ser indicado a ‘Melhor Filme’, mas deixou de ser nomeada entre os melhores diretores daquele ano.

Tradução: “Acabei de ligar meu telefone aqui em Amsterdã. Hummm, sim. Meu Deus. É muito amor, estou atordoado. Literalmente e figurativamente”.

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