Modelo trans Laith Ashley é capa da revista gay “Attitude”

  21. maio 2016   Moda   0
Modelo trans Laith Ashley é capa da revista gay “Attitude”

Depois do modelo trans Benjamin Melzer ser capa da revista Men’s Health alemã, em abril passado, em junho será a vez de Laith Ashley, modelo trans dominicano, estampar a Attitude, direcionada ao público gay. Ele dividirá a capa com o canoísta britânico Matt Lister, que assumiu ser gay em 2012.

Aos 26 anos, Laith foi um dos primeiros modelos trans a estrelar uma campanha nos Estados Unidos. Ele foi um dos destaques de uma série com pessoas trans, onde contou um pouco sobre sua vida e sua transição. Para a Attitude, ele diz que lutou contra sua identidade de gênero por anos e como a terapia o ajudou a aceitar quem é.

“Eu queria me autodestruir. Queria desaparecer, porque não queria estar aqui”, ele explica. “Por muito tempo, eu rezei a Deus para que eu morresse. Eu odiava minha vida, odiava ser trans, odiava o mundo. Eu era muito negativo.

Eu ainda luto com isso à vezes, mas eu me lembro como sou muito abençoado. Tenho uma família que me apoia. Talvez eles não concordem com quem eu sou, mas ela me ama. Eu tive o privilégio de ir à escola. Eu tive o privilégio dessa experiência. Eu amo quem eu vejo no espelho.”

E a carreira de modelo não foi algo planejado por ele. Laith contou ao Daily Mail em março deste ano que “as coisas aconteceram”, mas “que tudo acontece por acaso”. Agora o rapaz tenta lidar com a fama, algo novo para ele.

“Ser modelo é animador, definitivamente. Eu ainda fico chocado quando vou à academia ou a uma loja e as pessoas me reconhecem. É algo que me faz bem, mas também é um choque.”

Estando nos holofotes, Laith tem consciência de sua imagem para a comunidade LGBT, e quer conscientizar as pessoas sobre o respeito à individualidade de cada um.

“Quero mostrar às pessoas que sim, eu sou sou trans, mas isso não é tudo o que sou”, ele explica ao Huffington Post. “E isso é o mesmo para todas as pessoas trans. A transição é individual: a minha história e minha transição são apenas minhas. A identidade de cada um, trans ou não, é de cada um. Acho que trans é um grande espectro. Há pessoas que foram de homem para mulher ou mulher para homem e há as pessoas que estão no meio disso.”

“As pessoas deveriam ser verdadeiras com quem são. Elas não precisam ficar numa caixinha.”


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *