Leslie Jones manda um recado para os racistas que a atacaram no Twitter

  22. julho 2016   Cinema   0

Durante a semana, Leslie Jones, comediante e uma das estrelas do reboot de “Caça-Fantasmas”, foi alvo de ataques racistas e misóginos no Twitter. “Eu fui chamada de macaco, recebi fotos da bunda deles, recebi ainda uma foto com sêmen na minha cara. Estou tentando descobrir o que significa humano. Eu desisto. Parece que, quando você pensa: ‘OK, provei meu valor’, você é atingida por uma pá de ódio. Estou entorpecida”, desabafou a atriz em um tweet.

Ontem à noite (21), ela participou do “Late Night Show”, apresentado por Seth Meyers, e comentou o caso. “Os insultos foram aterrorizantes, mas não me magoaram”, afirmou Leslie. “Infelizmente, estou acostumada aos insultos. Mas o que me assustou foi a injustiça de um grupo de pessoas cair em cima de você por uma causa tão doente. É como se todo mundo tivesse uma opinião e todos viessem até você de uma vez só, e eles acreditam no que estão dizendo. Foi maldoso, ruim e desnecessário”.

A atriz disse que se não tivesse tornado a situação pública, retuitando as mensagens que recebia, ninguém nunca saberia do que estava acontecendo e, portanto, nada teria sido feito. “No Facebook, eles são rápidos [para deletar comentários], mas no Twitter… Tipo, é como se esse fosse o meu restaurante preferido. Eu adoro a comida daqui”, contou Jones, fazendo uma analogia. “Três pessoas foram mortas na minha frente. Vocês precisam ter mais segurança”.

Leslie contou que conversou com o CEO do Twitter, Jack Dorsey, o qual a procurou logo após os ataques contra ela. “Ele é legal. Conversamos, apagamos várias contas da rede social, porque isso não é certo.

Depois de reclamar no microblog sobre os comentários racistas que estava recebendo, fãs e celebridades se uniram através da hashtag #LoveForLeslieJ, numa tentativa de demonstrar apoio à comediante. O Twitter também se mobilizou e baniu vários usuários permanentemente, entre eles, Milo Yiannopoulos, editor de tecnologia, e um dos responsáveis por comandar o ataque a Jones.

Segundo um estudo feito pelo think tank Demos, estima-se que 10 mil ofensas racistas são feitas por dia na rede social. Dessas, de 500 a 2.000 delas foram direcionadas a outras pessoas.

“As pessoas deveriam poder expressar diversas opiniões e crenças no Twitter. Mas ninguém merece ser alvo de abuso online, e nossas regras proíbem incitar ou se engajar no abuso de outras pessoas”, disse a empresa através de um comunicado. “Nas últimas 48 horas em particular, nós vimos um aumento no número de contas violando essas políticas que também exigem que os tweets sejam deletados à suspensão permanente”.

“Eu não vou embora”, afirmou Leslie. “Discurso de ódio e liberdade de expressão são duas coisas diferentes”, concluiu.