Lady Gaga: “Hoje, ser mulher significa ser lutadora”

  15. novembro 2016   Famosos   0
Lady Gaga: “Hoje, ser mulher significa ser lutadora”

Para Lady Gaga, “ser mulher significa ser lutadora”. É o que ela conta em um artigo escrito por ela mesma para a revista Harper’s Bazaar. No texto, ela afirma que o seu jeito “rebelde” vem de uma linhagem de mulheres fortes em sua família, sendo sua mãe e avós suas maiores inspirações.

Já Joanne, irmã de seu pai e mulher que dá nome ao seu mais recente álbum, ela vê como “um anjo, um espírito-guia”. Ela morreu aos 19 anos, de lúpus, uma doença autoimune, e que piorou após ter sofrido abuso sexual durante seu período na faculdade.

“Joanne morreu em 1974, 12 anos antes de eu nascer. Por isso, o que sei sobre ela, aprendi por meio de histórias e fotos”, contou a voz de “Perfect Illusion”. “Para mim, Joanne foi minha esperança e minha fé. Eu sempre senti que tinha alguém me olhando, e eu olhava para ela em busca de proteção. Conforme fui envelhecendo, eu olhei para ela para poder me entender”.

A tia de Gaga, assim como a própria, também foi sexualmente abusada. E assim como muitas vítimas, Joanne também não teve sua voz escutada. É por isso que a sua sobrinha acredita que é chegada a sua hora de defender a ela e outras mulheres, já que em pleno século XXI, a violência contra a mulher ainda é uma realidade que faz vítimas todos os dias.

“Eu pensei nela enquanto assistia ao noticiário sobre o escândalo em torno daquela fita do Access Hollywood”, recordou a artista. Ela se refere à gravação do então candidato Donald Trump, na qual ele se gaba de “agarrar mulheres pela buceta” e diz que pode fazer o que quiser com uma mulher por ser famoso.

“Aqui estamos nós, em 2016, e o fato de que esse tipo de linguagem para descrever mulheres estava em todas as partes – na TV, na política – abriu meus olhos”, continuou Gaga. “Eu fiquei deprimida e ferida, porque é isso que esse linguajar faz. Então, eu assisti à nossa incrível primeira-dama, Michelle Obama, em Nova Hampshire, onde ela falou sobre como ela também se sentiu ferida ao ouvir aquilo. Ela falou sobre como as mulheres frequentemente sentem medo de dizer algo porque ficamos preocupadas em parecer fracas, ou porque dirão que nós somos escandalosas, dramáticas, emotivas. Mas não somos. Estamos lutando pelas nossas vidas”.

Por isso, Lady Gaga pede a todas as mulheres que sejam quem são e continuem lutando, assim como ela fará o mesmo. “Hoje, ser mulher significa ser uma lutadora. Significa permitir que você seja vulnerável e que reconheça sua vergonha ou que está triste ou com raiva. É preciso muita força para fazer isso”, disse. “Eu quero ser alguém que luta pelo que é verdadeiro, e não por mais atenção, fama ou mais elogios”.

A artista já havia dito anteriormente, em uma recente entrevista, que usaria sua plataforma para levar mais do que sua música para as pessoas, mas mensagens de amor, solidariedade e empoderamento. Foi por isso que ela escreveu “Angel Down”, faixa presente em seu mais novo disco, cuja letra é sobre Trayvon Martin, jovem negro que inspirou o Black Lives Matter, movimento contra o racismo e a violência policial contra a população negra nos Estados Unidos.

“Saúde, felicidade, amor: acho que essas são as coisas que estão no coração de uma grande mulher. Esse é o tipo de mulher que eu quero ser”, concluiu a cantora, acrescentando que é hora das mulheres tirarem os espartilhos, literalmente e figurativamente. “Sabe, nunca pensei que diria isso, mas não é hora de tirarmos os espartilhos? Mesmo sendo uma pessoa que ama isso, acho que é hora de tirá-los”.


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