J.K. Rowling compartilha cartas de rejeição que recebeu e explica como se manteve perseverante

J. K. Rowling nem sempre foi J. K. Rowling. Antes de fazer sucesso com a história do bruxo mais famoso do mundo, “Harry Potter”, ela viu seu livro ser rejeitado por doze editoras.

J. K. Rowling nem sempre foi J. K. Rowling. Antes de fazer sucesso com a história do bruxo mais famoso do mundo, “Harry Potter”, ela viu seu livro ser rejeitado por doze editoras, as quais devem viver absoluto arrependimento, antes de ser finalmente publicado.

Nem mesmo quando tentou publicar “Quando o Cuco Chama” (2013), um romance policial, sob o pseudônimo Robert Galbraith, ela obteve uma resposta positiva imediata.

Na última sexta-feira (25), a escritora britânica conversou com alguns fãs no Twitter, entre eles, uma mulher que tem se inspirado nela para lidar com rejeições a suas obras. “Não vou me abalar porque isso VAI acontecer. É só o começo. J.K. Rowling foi rejeitada, eu também serei”, compartilhou a escritora, recebendo uma resposta da própria autora.

Tweet: “Eu pendurei minha primeira carta de rejeição na parede da minha cozinha porque me dava algo em comum com meus escritores preferidos.”

Em seguida, seus seguidores pediram imagens dessas cartas, ao que Rowling respondeu que as referentes a “Harry Potter” estavam no sótão, mas compartilharia as recebidas utilizando o pseudônimo Robert Galbraith.

Tweet: Por demanda popular, duas das cartas de rejeição de Robert Galbraith! (Para inspiração, não vingança, por isso removi as assinaturas.)

A primeira carta diz o seguinte:

carta-1

“Caro Robert Galbraith,

Muito obrigado por nos dar a oportunidade de considerar seu romance, o qual nós observamos com interesse. Contudo, lamentamos que, relutantemente, chegamos à conclusão de que não poderemos publicá-lo com sucesso comercial.

Com o risco de ‘ensinar minha avó a chupar ovos’ [expressão que significa aconselhar algo familiar a uma pessoa], respeitosamente sugiro o seguinte:

Cheque duas vezes uma boa livraria, a Amazon ou as duas edições anuais do ‘Buyers Guide’, da revista Bookseller (peça em uma banca ou em sua biblioteca de referência), quem são, precisamente, os editores de sua categoria de ficção/gênero.

Ligue para as editoras para obter o nome de um editor relevante; é raramente produtivo conversar com ela/ele pessoalmente. Hoje em dia, é perfeitamente aceitável contactar vários editores de uma vez e ainda impressoras dentro do mesmo grupo (impressoras tendem a ser compartimentadas).

Então, envie a cada editor uma atraente sinopse de 200 palavras (como nas contracapas; não desista do final!), o primeiro capítulo, talvez até mais dois, e um envelope com seu endereço.

A carta de apresentação deve declarar precisamente a categoria/gênero de ficção à qual você está aplicando – cite autores de sucesso no seu gênero, especificamente aqueles publicados por aquela impressora que você está contactando. Mais uma vez, uma boa livraria pode ajudar a aconselhá-lo.

Muitas informações importantes podem ser encontradas no ‘The Writer’s Handbook’ e ‘The Writers’ and ‘Artists’ Yearbook’, mas lembre-se de que os detalhes das políticas de uma impressora de uma editora podem ser antigos, e conseguir um agente literário é ainda mais difícil de encontrar do que uma editora! Devido à pressão de submissões, lamento que não consigamos responder individualmente ou oferecer uma crítica construtiva. (Um grupo de escritores/curso de escrita podem ajudar com o último.) Desejo-lhe todo o sucesso ao levar seu trabalho para outro lugar.

Atenciosamente,

[Nome removido]

Departamento editorial”

A segunda carta diz:

carta-2

“Caro Senhor Galbraith,

Obrigado por nos oferecer seu romance ‘Quando o Cuco Chama’.

Crème de la Crime faz parte agora da Editora Seven House. Não estamos recebendo novas submissões no momento.

Desculpe por desapontá-lo. Obrigado, mais uma vez, por pensar em nós.

Com os melhores votos,

Atenciosamente,

[Nome removido]

Crème de la Crime.”

Enquanto uma das cartas rejeitou o livro de Rowling instantaneamente, a outra nos faz pensar qual seria a reação se soubessem quem era Robert Galbraith. Teriam eles aconselhado a “escrever uma atraente sinopse”?

No mesmo dia, a escritora revelou que a mesma editora que rejeitou “Harry Potter” também rejeitou “Quando o Cuco Chama”. “Através de sua mais rude rejeição (por email)!”, escreveu.

Ela também afirmou que não desistiria até que todas as editoras a rejeitassem, “mas eu tinha medo de que isso acontecesse”, confessou respondendo a um fã.

Por fim, J.K. Rowling aconselhou uma jovem que tinha medo de arriscar não tendo o apoio de alguém. “Eu não tinha nada a perder e, às vezes, isso o faz ser corajosa o suficiente.”

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