Duas ideias melhores do que boicotar “Star Wars: O Despertar da Força”

O aguardado trailer de “Star Wars: O Despertar da Força” foi lançado no começo da semana e deixou todo mundo ainda mais ansioso para ver o filme nos cinemas. Pudera, o episódio 6, “O Retorno de Jedi”, já completou 32 anos e, desde que a Disney comprou a LucasFilm, produtora da franquia espacial, em 2012, todos ficamos esperando o retorno da força.

Contudo, nem todo mundo ficou feliz com o novo “Star Wars”. Isso porque o filme será protagonizado por um homem negro, o ator John Boyega, e uma mulher, a atriz Daisy Ridley. Sobre isso, Boyega declarou à revista V, que é preciso que as pessoas se acostumem com negros e mulheres conquistando mais espaços.

“Foi desnecessário. Estou no filme, o que você vai fazer sobre isso? Você pode curtir ou não. Não vou nem dizer para se acostumar ao futuro, mas ao que já está acontecendo. Pessoas negras e mulheres estão sendo incrivelmente mostrados nas telas. As coisas serem ‘pintadas de branco’ não fazem sentido.”

Durante a semana, após a divulgação do novo trailer, um boicote ao longa foi pedido, com a desculpa de que a produção promove um “genocídio branco” e um “marxismo cultural”. Através da hashtag #BoycottStarWarsVII, milhares de mensagens racistas foram postadas.

Para combater essa negatividade toda, vários grupos de internautas negros resolveram tomar uma atitude. Para o dia da lançamento de “O Despertar da Força” no Brasil, em 17 de dezembro, foi marcado o “Bonde negro para a estreia de Star Wars“. A ideia é apoiar John Boyega, ator principal do filme, e todos os negros vítimas de racismo, além de promover a representatividade da população negra.

“Eu mesma não quero ‘organizar’ e sim dar um empurrãozinho para esse desejo coletivo de constranger os racistas. A ideia não está muito madura, mas a proposta é que cada um forme um grupo de pessoas negras e vá prestigiar o John Boyega. Cheguei a marcar um lugar no evento mas não precisa ser lá, seria legal se acontecesse no Brasil todo”, contou a estudante Andreza Delgado, responsável pela criação do evento no Facebook, à Revista Fórum. A campanha já possui mais de 2,4 mil participações confirmadas.

Ava DuVernay, diretora de “Selma”, também resolveu se manifestar contra o boicote ao filme, criando uma nova hashtag, como mostra o site The Mary Sue. Apesar de #BoycottStarWarsVII logo ter sido tomada por pessoas que identificaram o preconceito racial na iniciativa, torná-la popular apenas espalha negatividade. Pensando nisso, DuVernay criou a #CelebrateStarWarsVII (“Celebre Star Wars VII”), a fim de que as pessoas se engajem em comemorar as coisas boas do filme, como o fato de um ator negro ser a estrela principal.

Não demorou muito para que a ideia desse certo e várias mensagens positivas foram postadas em seguida:

Tweet: “Vi isto na loja da Disney outro dia e não consegui resisti de comprá-lo para meu filho”.

Tweet: “Meu irmão mais novo é OBCECADO por ‘Star Wars’ e agora pode ver um elenco mais diverso nas telas”.

https://twitter.com/pettydraper/status/656211764716138496?ref_src=twsrc%5Etfw

Tweet: “Queria ter visto esse ‘Star Wars’ multicultural ao crescer. Vamos fomentar a criatividade e a imaginação de jovens pessoas negras”.

Por fim, este último tweet faz o pedido que todos estamos fazendo mentalmente:

Tweet: “Por favor, seria possível a Ava DuVernay dirigir um filme do ‘Star Wars’? Claramente ela o entende melhor do que muitos ‘fãs'”.

Ideias muito melhores do que um boicote, não? “Star Wars: O Despertar da Força” chega aos cinemas no dia 17 de dezembro.

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