“As Meninas SuperPoderosas” tratam questão de identidade de gênero da forma mais fofa possível

Todo mundo já sabe que “As Meninas SuperPoderosas” estão de volta. O desenho, que fez muito sucesso entre o final da década de 90 e começo dos anos 2000, foi atualizado e está sendo com episódios novos sendo transmitidos no Cartoon Network.

A animação sempre tratou questões de gênero de forma lúdica e de forma fácil para as crianças, o que não deixou de acontecer, também, nessa nova edição de “As Meninas SuperPoderosas”. Em um dos episódios, elas tratam da questão de identidade de gênero da forma mais fofa possível: através de um pônei que sente que é um unicórnio. Foi uma forma bem bacana de falar sobre um assunto que envolve pessoas trans, embora o produtor executivo da série, Nick Jennings, não tenha dito isso com todas as letras.

“Ele precisa passar por uma transformação para se tornar um unicórnio e temos todo um episódio [que pergunta]: ‘quem é você por dentro? Quem é você por fora? Como você se identifica? Como as pessoas te veem?’ Há muito subtexto ali”, contou Jennings ao Los Angeles Times.

Segundo o LadoBi, no episódio chamado “Horn, Sweet Horn” (“Chifre, Querido Chifre”), Lindinha conhece Donny, um pônei falante que usa um chifre de unicórnio falso na cabeça. Ele diz: “Eu posso não ter um chifre, mas eu tenho coração, e no meu coração eu sei que eu sou um lindo unicórnio!”. Ela o convence, em seguida, a se submeter a um procedimento “transmogrificador”, para que seu corpo esteja de acordo com sua identidade.

Donny então vira um monstro, mas “As Meninas SuperPoderosas” conseguem a ajuda do Quartel General do Pelotão da Aliança da Coalizão dos Unicórnios, e descobrem que ele sempre foi um unicórnio, não importando como era sua aparência. Por fim, o episódio termina com um coração nas cores da bandeira trans.

De acordo com o produtor executivo da série, Nick Jennings, temas complicados devem ser discutidos com as crianças. “Eu não acho que você possa ser muito novo para começar a falar e pensar sobre essas questões. Apresente uma atitude e uma voz que ressoe com as outras pessoas.”

Essa é apenas mais uma forma de levar aos pequenos a temática da transexualidade. No ano passado, um livro sobre uma princesa transgênera foi criado pelo escritor Greg McGoon. Na história, Lyric é designada como menino ao nascer, mas não se identifica com o gênero que lhe foi atribuído. Num determinado dia, ela encontra o espírito de sua avó, que com um toque de mágica, a ajuda na sua transição para a princesa que sempre sentiu ser.

Portanto, se alguém disser que não sabe como explicar “essas coisas” para as crianças, peça ajuda para “As Meninas SuperPoderosas” ou à Lyric. Elas terão o prazer em ajudar!

ppg-heart