“An African City”: fique por dentro da versão africana de “Sex and the City” que deve ser lançada na Netflix

Se você ainda não conhece “An African City”, web série inspirada em “Sex and the City”, provavelmente vai ouvir muito sobre ela: de acordo com informações do Estadão, o seriado que surgiu na internet, e criado por Nicole Amarteifio, deve chegar em breve à Netflix.

Tal qual a atração americana, “An African City” também acompanha um grupo de amigas ricas em busca de amor e sexo. A moda também é parte importante da obra, mas as semelhanças entre as produções terminam aí. A série de Amarteifio se passa em Acra, capital de Gana, e é protagonizada por cinco mulheres negras: Nana Yaa (MaameYaa Boafo), Zainab (Maame Adjei), Ngozi (Esosa E.), Makena (Marie Humbert) e Sade (Nana Mensah), as quais viveram fora de seu país de origem e retornam a ele muito tempo depois.

O quinteto representa a população mais rica do continente africano; um ponto de vista diferente daquele explorado em obras audiovisuais sobre a África, geralmente retratada pelas guerras e pobreza extrema. Não só isso, as personagens ainda são diferentes daquelas apresentadas pela mídia, geralmente marcadas por estereótipos. Por esses motivos é que MaameYaa Boafo acredita que o seriado difere dos demais.

“Espero alcançar as pessoas as pessoas que ainda veem os africanos de uma única forma. Espero que eu consiga educá-los”, disse a intérprete de Nana Yaa ao Okay Africa. “As pessoas ainda não têm ideia alguma de que existem diferentes tipos de africanos, repatriados, africanos com sotaques estrangeiros, mas todos africanos […] Veja como Nicole criou essa série. Ela escreveu com base em histórias que as mulheres podem se identificar, sejam elas repatriadas ou não. Ela [Nicole] está jogando uma luz sobre as mulheres africanas do século 21 e o que nós precisamos lidar com trabalhos, imagens, homens, tradição etc”.

“An African City” discute as diferenças culturais entre Gana e o Ocidente, sendo também um reflexo das experiências vividas pela própria Amarteifio, que também viveu fora do país por muito tempo. Segundo o New York Times, ela voltou para Gana após ter feito uma graduação, conseguiu um emprego no governo, o qual não gostava. Foi após ter terminado um relacionamento e ter feito uma “maratona” de “Sex and the City” que a ideia para a série surgiu.

“Essas mulheres eram muito familiares, na verdade”, recordou ao NYT. “As mulheres que eu conheço em Acra, Kigali, Nairóbi, Lagos ou Monróvia”.

A atração começou na internet, com toda produção custeada pela própria Nicole, que utilizou suas economias para fazer com que o seriado surgisse. A ideia era lançar a primeira temporada, depois procurar emissoras de televisão interessadas em transmitir “An African City”, o que acabou acontecendo antes mesmo do episódio final. Com o sucesso, a série deve ir para a Netflix, e ser assistida no mundo todo.

“A resposta tem sido ótima”, afirmou MaameYaa Boafo ao Okay Africa. “Eu amo quando as garotas me contam que foram inspiradas pelas mulheres africanas que têm uma carreira e que também querem voltar aos seus respectivos países para fazer uma contribuição e construir suas carreiras”.

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