Amanda Seyfried fala sobre ter TOC e incentiva a procura por tratamento

  18. outubro 2016   Famosos   0
Amanda Seyfried fala sobre ter TOC e incentiva a procura por tratamento

Amanda Seyfried, conhecida por ter atuado em filmes como “Mamma Mia!”, “Cartas para Julieta” e “Querido John”, é capa da edição de novembro da revista Allure, para a qual também deu uma entrevista sobre viver com Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).

O assunto surgiu quando a atriz foi perguntada sobre as reformas que realizou em sua casa, comprada em 2013, e localizada no norte do Estado de Nova York. “Acabei de renovar um dos galpões para receber convidados”, contou. “Coloquei um banheiro e uma pequena cozinha, mas sem fogão. Eu quero que as pessoas façam suas refeições dentro da casa. Eu sempre me preocupo com as pessoas e como elas usam os fogões, o que é uma coisa controladora”.

Em seguida, ela foi perguntada se a atitude tinha relação com o TOC, doença com a qual Amanda vive há anos. “Sim. É sobre o gás. Você pode muito facilmente queimar algo se deixar o fogão ligado. Ou o forno”.

O Transtorno Obsessivo Compulsivo é um transtorno de ansiedade que afeta mais de 100 milhões de pessoas no mundo todo. Somente no Brasil, estima-se que mais de 4 milhões tenham o distúrbio, que é caracterizado por pensamentos ou imagens frequentes que invadem a cabeça do indivíduo, causando-lhe um sentimento de ansiedade ou medo. Para ajudar a diminuir o desconforto, a pessoa adota comportamentos repetitivos, como uma espécie de “ritual”, já que acredita que se não realizar as atividades, algo de ruim pode acontecer a ela.

Ainda não se sabe a causa exata para o TOC, porém, há de se levar em consideração vários fatores, como o histórico familiar e fatores ambientais (como algum tipo de trauma).

Doenças mentais como o TOC são muito estigmatizadas, o que dificulta o reconhecimento e a busca por tratamentos. Como a própria Amanda Seyfried disse à Allure, “As pessoas colocam a doença mental em uma categoria diferente [de doenças], mas eu não acho que seja. Ela precisa ser levada a sério como qualquer outra. Você não vê a doença mental: não é uma massa, não é um cisto. Mas ela está ali. Por que você precisa de provas?”

E embora não tenha cura, o Transtorno Obsessivo Compulsivo tem tratamento, que foi o que Seyfried buscou quando soube do diagnóstico. “Eu tomo Lexapro [medicamento utilizado para depressão] e nunca vou ficar sem ele. Eu o tomo desde que tenho 19 anos, ou seja, há 11 anos. Estou na dose mais baixa, [e] eu não vejo motivo para ficar sem ele. Mesmo que seja placebo ou não, eu não quero arriscar”, disse. “Eu vivia com uma ansiedade horrível que vinha do TOC e achava que tinha algum tumor no cérebro. Fiz um exame de ressonância magnética, e então o neurologista me encaminhou para um psiquiatra”.

É muito importante e necessário falar abertamente sobre doenças mentais abertamente, já que muitas pessoas podem estar sofrendo com elas e nem ao menos sabem o que estão sentindo e que há ajuda disponível. E quando celebridades falam sobre o assunto de maneira honesta, elas podem estar incentivando alguém a procurar tratamento.

E como a própria Amanda aconselha: “Se você pode se tratá-lo, trate-o”.


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