Akoo, marca de roupas do rapper T.I., se posiciona contra a violência policial e racismo em vídeo da nova coleção

  21. dezembro 2015   Moda   0

No começo do ano, o rapper T.I. foi uma das atrações do Triumph Awards, onde declamou um poema em que cita a violência policial contra a população negra dos Estados Unidos. Ele pediu ações maiores do que apenas posts nas redes sociais, e lembrou o nome de alguns dos mortos pela polícia daquele país. “E somos também Sandra Bland. Permaneçamos unidos”, finalizou o cantor.

Além da música, T.I. também trabalha com moda, tendo sua própria marca de roupas, a Akoo, lançada em 2009. Na semana passada, foi divulgado um vídeo da coleção outono/inverno, com os temas de racismo e a violência policial, chamada “11 x Human” (“11 vezes humano”), sendo essa uma referência as 11 vezes em que Eric Garner disse “eu não consigo respirar”, antes de ser morto por um policial branco.

O filme é narrado por Michael Render, o “Killer Mike”, ativista e rapper, que inicia perguntando “se não nós, quem? E se não agora, quando? Se o racismo está vivo? Com certeza.” Ao mesmo tempo, acompanhamos um jovem negro fugindo da polícia. “Você será subestimado e seus esforços diminuídos? Com certeza. E adivinhe só: você precisa tentar. Você precisa se levantar e superar toda a merda que jogam em você.”

John Merizalde, diretor do vídeo, contou ao AdWeek que o objetivo da campanha é trazer “um senso de consciência social e responsabilidade em torno das questões de violência racial, clamando por um senso de humanidade, como uma forma de contra-atacar o aumento da brutalidade [contra os negros].”

A violência policial tem sido bastante discutida nos Estados Unidos, onde o movimento Black Lives Matter (“As Vidas dos Negros Importam”) lidera protestos pelo país, pedindo o respeito pela vida da população negra e o fim do racismo e a morte desse grupo pela polícia.

E a Akoo não quis “demonizar” a polícia, colocando policiais brancos e negros e jovens brancos e negros entre os apresentados no vídeo da coleção, mas a meta é chamar por uma ação conjunta para o fim da violência contra os negros.

“Nosso objetivo era fazer uma reflexão sobre a violência que nós infligimos na nossa própria comunidade e não limitá-la no foco de fatores externos como a pobreza, pouca educação e as ações da polícia”, disse Sabai Burnett, vice-presidente da marca ao AdWeek. “Esse filme é uma evolução do nosso ponto de vista artístico – bem gráfico e sem remorsos. ‘Se não nós, quem? Se não agora, quando?’”


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