Adele se declara feminista e afirma que “todos deveriam ser tratados da mesma maneira”

  04. novembro 2015   POP   1

Quatro anos depois do lançamento de “21”, Adele está de volta com “Hello”, primeiro single de seu terceiro álbum, “25”, que começa a ser vendido a partir do dia 20 de novembro. Enquanto o novo disco não sai, a cantora vem quebrando recordes de visualizações com o clipe e de downloads com a música. Estamos todos entregues ao “efeito Adele”, assim como as celebridades, que também ficaram bem animados com o retorno da britânica.

E como é de costume, para promover o novo trabalho, a voz de “Someone Like You” tem conversado com a imprensa sobre ele, tendo inclusive dado uma entrevista para a revista Rolling Stone, cuja edição de novembro é estampada pela própria cantora, que falou sobre suas inspirações por trás de sua música, uma possível turnê, maternidade e feminismo.

O feminismo virou assunto na cultura pop, com grandes artistas como Beyoncé e Emma Watson ajudando a levar o debate sobre igualdade de gêneros para o mainstream. Contudo, Adele disse estar “por fora da realidade, do que é atual”, ainda assim, entre um gole e outro de sua taça de vinho, ela admitiu que é feminista. “Eu sou feminista. Acredito que todo mundo deveria ser tratado da mesma maneira, incluindo raça e sexualidade”.

A cantora lembrou de não ter sido levada a sério em reuniões de negócios cheias de homens, onde a atitude deles era “o que você sabe?”. “Tipo, eu sou a artista. Então, eu sei tudo, na verdade! Não fale comigo dessa maneira”, ela conta. A inglesa diz ainda que adorou ter trabalhado com a cantora Sia, emboras as músicas que fizeram juntas não terem entrado em “25”. “Eu amei a dinâmica entre nós de estarmos ali e sermos as chefes. E todos aqueles produtores homens estavam todos cagando de medo porque nós estávamos ali”.

Adele revelou ainda a inspiração por trás de “Hello”, primeiro single lançado em 3 anos. E não, não é o que você imagina. “É sobre me reagrupar comigo mesma, me reconectar”. Então, não é sobre aquele ex-namorado, que a levou a criar “21”. “Se eu ainda estivesse escrevendo sobre ele [o novo álbum] seria terrível”.

E o que todos queremos mesmo saber é se a cantora sairá em turnê mundial. E a resposta, por enquanto, é: talvez. No momento, estão marcadas somente apresentações na televisão. “Minha carreira não é minha vida. É meu hobby”, afirmou Adele, que prefere lançar seus discos, estar em meio ao público um pouco e então voltar ao anonimato e à sua privacidade para escrever mais músicas.

Sobre voltar ao anonimato, ela confessa não gostar tanto da fama. “As pessoas acham que eu odeio ser famosa. E eu não odeio. Eu tenho é medo dela. Eu acho que é algo tóxico e acho que é muito fácil ser engolida por ela”, admitiu recordando Amy Winehouse, com quem já muito comparada. “Assistir Amy se deteriorar é um dos motivos pelos quais eu tenho medo. Ficávamos todos entretidos com a bagunça dela. Eu ficava muito triste com aquilo, mas se alguém me mostrava uma foto dela em que parecia ruim, eu olhava. Se nós não olhássemos, então eles não tirariam fotos dela. Esse nível de atenção é muito aterrorizante, especialmente se você vive em torno de todo esse show business”.

Por fim, ela credita a seu filho, Angelo, o retorno à música. “Eu não sei se eu voltaria se eu não tivesse meu filho”, ela afirma, revelando que foi em homenagem a ele que a cantora possui a palavra “Paradise” tatuada em sua mão. “Porque Angelo é meu paraíso”, conta Adele.

Para ler a entrevista da cantora para a Rolling Stone, clique aqui.