A forma criativa de Emma Stone para conseguir superar a ansiedade

Estrela de “La La Land – Cantando Estações”, um dos filmes favoritos ao Oscar, Emma Stone foi capa da revista Rolling Stone, para a qual conversou sobre seu mais recente trabalho, o resultado das eleições americanas e como teve uma infância complicada, já que tinha ataques de pânico, gerados pela ansiedade.

“Meu cérebro antecipava, naturalmente, 30 passos à frente do pior cenário. Quando eu tinha sete anos, eu estava convencida de que a casa estava em chamas. Eu podia sentir isso. Não era uma alucinação, [mas] um aperto no peito, como se eu não pudesse respirar, como se o mundo fosse acabar”, contou a atriz à publicação. “Havia algumas palpitações, mas minha ansiedade era constante. Eu perguntava para a minha mãe centenas de vezes como o dia seria. A que horas ela me deixaria, onde ela estaria, a que horas o almoço seria servido. Eu me sentia enjoada. Em um determinado momento, eu não conseguia mais ir à casa dos meus amigos – eu mal conseguia ir para a escola”.

Não foi a primeira vez, contudo, que Emma contou seus problemas com ataques de pânico. Em julho, ela conversou com a Vogue sobre o assunto. “Eu ficava paralisada por ela. Eu não queria ir para acasa dos meus amigos ou sair com alguém, e ninguém entendia direito”.

Os pais ficaram preocupadas e levaram a filha para um psicólogo, e foi aí que as coisas começaram a melhorar. Ela, inclusive, usou a criatividade para ajudá-la a lidar com a ansiedade.

“Isso me ajudou muito. Eu escrevi um livro chamado ‘Eu Sou Maior que a Minha Ansiedade’, o qual eu tenho até hoje”, revelou a artista à Rolling Stone. “Eu desenhei um monstro verde no meu ombro que diz no meu ouvido coisas que não são verdade. E toda vez que eu o escuto, fica tudo maior. Se eu o escuto muito, eu quebro. Mas se eu virar minha cabeça e continuar fazendo o que estou fazendo, deixá-lo falar, mas sem dar a importância que ele precisa, ele diminui e vai embora”.

Não só isso, atuar também a ajudou a lidar com seus problemas. Ao focar sua mente na tarefa que precisava cumprir, isso fazia com que esquecesse o que vivia.

“Comecei a atuar em um teatro juvenil, fazendo improvisações e comédias. Você precisa estar presente na improvisação, e isso é a antítese da ansiedade”.

Mas além de tudo isso, Emma também relembrou de episódios em sua carreira em que teve de enfrentar o machismo, pois não era levada a sério ou respeitada.

“Houve algumas vezes, fazendo um filme, em que me disseram que eu estava impedindo o processo ao apresentar uma opinião ou uma ideia”, recordou. “Eu hesitei em tornar isso sobre eu ser mulher, mas houve vezes, quando eu estava improvisando, em que eles riam das minhas piadas e então davam para o meu colega homem. Deram as minhas piadas. Ou quando eu disse que tal fala não funcionaria, e disseram: ‘diga. Se não funcionar, nós a cortaremos’. E eles não cortaram e a fala não funcionou mesmo”.

Para ler a entrevista completa, clique aqui.

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