5 lições de vida do filme “Into The Wild”

Passeando pelo catálogo do Netflix, resolvi assistir, pela segunda vez, o filme “Into the Wild”, ou “Na Natureza Selvagem”, em português. O filme de 2007, foi dirigido pelo ator Sean Penn, e é uma adaptação do livro de mesmo nome, do jornalista americano Jon Krakauer, lançado em 1996. A história é baseada na vida de Christopher McCandless e sua viagem em busca de auto-descobrimento pela América do Norte.

McCandless era um jovem que tinha acabado de se formar na faculdade com ótimas notas. No entanto, ele queria mais da vida, mas algo que transcendesse o materialismo de nossa sociedade. Com o objetivo de ir para o Alasca e viver a vida selvagem do local, o recém-formado doou todo seu dinheiro, colocou poucas mudas de roupa numa mochila, abandonou seus pais e sua irmã, para partir em sua aventura pessoal.

O filme não segue um enredo linear, mostrando flashbacks de momentos da vida de McCandless, nos fazendo entender um pouco mais quem ele é. Não vou entregar demais a história, mas “Into The Wild” é um dos meus filmes preferidos de toda a vida. Apesar de longo, o filme não é cansativo, e passa diversas lições a cada desdobramento da vida de Alexander Supertramp, nova identidade adotada pelo rapaz. A trilha sonora é outro caso de amor. Nunca fui fã de Pearl Jam, mas Eddie Vedder, vocalista da banda, escreveu e produziu toda a trilha do filme, que foi também seu primeiro álbum solo.

Como eu disse, há várias lições durante toda a película. Listo aqui 5 que são as mais preciosas, na minha opinião:

“Eu também sei que na vida, você não precisa necessariamente ser forte, mas sentir-se assim”

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Numa das passagens mais sensíveis do filme, McCandless tenta ajudar Rainey a entender um pouco a tristeza que sua esposa Jan carrega consigo. O jovem vai ao encontro dela e juntos entram no mar, só que ele tem medo da água. No entanto, como ele mesmo diz “Eu também sei que na vida, você não precisa necessariamente ser forte, mas sentir-se assim”. Todos nós podemos desmoronar em algum momento, somos humanos, afinal de contas. O importante é sentir-se forte; sentir que mesmo que o mundo desabe, você consegue passar por isso.

“Eu não entendo por que as pessoas, por que todas as pessoas são tão más, umas com as outras tão frequentemente”

tumblr_n6virhK3QU1tamedoo1_500Já reparou nisso? Você pode até pensar “mas eu não faço nada para ninguém”. Mas pense naquela vez que você falou mal de alguém, seja pela roupa dela, pelo peso, pela altura, pela sexualidade dela, pela cor, pelo que fosse. Inescapavelmente, acabamos fazendo algo ruim com alguém. E o pior: intencionalmente. E por quê? Para nos sentirmos maiores? Melhores? Nosso ego vale tanto assim a ponto de acharmos que podemos passar em cima dos outros? Não tem sentido.O tempo que gastamos com coisas ruins, poderíamos estar ajudando a fazer um mundo melhor.

“… A alegria da vida vem de nossos encontros com novas experiências e, por isso, não há alegria maior do que ter um horizonte cambiante, cada dia com um novo e diferente sol”

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Mudar faz parte da vida. E mudanças podem, sim, ser positivas, quando estamos abertos a sair de nossas zonas de conforto, de tudo aquilo que nos prende, porque nos sentimos seguros. De vez em quando é bom quebrar a bolha e explorar, pois vivemos apenas uma vez.

“Você pensa que você tem que querer mais do que precisa; até você ter isso tudo, você não estará livre”

O trecho acima é da música “Society”, que toca durante o filme. É uma crítica a forma como nós, vivemos em sociedade: sempre querendo mais, mais e mais. Às vezes, parece que o consumo é só para suprir algo que falta dentro da gente. Será que não? Minha mente mudou muito com esse filme.

“A felicidade só é verdadeira quando compartilhada”

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Por mais que muitos discordem, ter alguém com quem compartilhar nossas alegrias, é muito mais gostoso do que manter somente para nós mesmos. Já diz a música: alegria compartilhada, é alegria redobrada.

Se você ainda não assistiu “Into the Wild”, fica a dica de um filme que vai mudar sua percepção de vida e sociedade!

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Comments

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  2. Amaral Responder

    Esse filme é incrivelmente L I N D O! A trilha sonora faz parece mágico!
    Só quem tem um coração aventureiro e disposto a explorar o mundo, vai entender a busca por conhecer a si próprio, por fazer sua própria viagem! Eu me emocionei nos primeiros minutos do filme… Só de poder vê os olhos dele marejados <3 esse filme é lindo

  3. Vitor Responder

    Pra quem tem o espírito aventureiro esse filme é mais do que recomendado. Por que não simplificarmos as coisas ao invés da busca incessante pelo materialismo, que acaba por nos consumir. As pessoas hoje querem cada vez mais e mais e nunca estão felizes. Viva intensamente a vida, compre experiências e não coisas.

    Muito bom texto…

  4. Rafael Responder

    Esse filme possui uma sensibilidade incrível, merece ser visto mais de uma vez. Pra nós mochileiros, o sentido se torna maior ainda. É uma vontade de sair e desbravar o mundo, a vida.

  5. Luiza Aldsr Responder

    Do que adianta ir atrás da liberdade dele e do sentido de sua existência… Se ele deixou acorrentados para trás, os seus familiares? Do que adianta ele ter ido viver a vida dele, se os pais pararam de viver a deles por ele? Achei de uma babaquice sem tamanho o egoísmo desse jovem. Custava avisar? Libertou-se, mas acorrentou para sempre o coração daqueles que, mesmo com inúmeros defeitos, o amavam.

  6. Jaylei Gonçalves Responder

    Luiza Aldsr, e por que um jovem que vai atrás de sentido na sua vida, acorrenta pais que “o amavam”?
    Que amor dos pais é esse que não liberta?
    Aonde está o egoísmo quando a procura é justificada?

  7. Jaylei Gonçalves Responder

    A passagem abaixo é de outro filme, WILD.

    “Minha vida – como todas as vidas – misteriosa, irrevogável e sagrada. Tão próxima, tão presente e tão pertencente a mim… E o quão selvagem era deixar ser.”

    Não, não! Não é egoísmo!!!!

  8. Andréa Responder

    Assistindo ao filme com o coração de mãe que hoje tenho não posso deixar de concordar com o comentário sobre o egoísmo do Christopher.
    Uma mãe, por pior q seja, jamais deveria viver tal angústia…
    No entanto o meu lado b, no auge dos meus 30 anos, já experimentou essa tão fascinante “liberdade” que é em muitos aspectos, sim, egoísta.

  9. Rubens de Camargo Vianna Filho Responder

    http://blogdescalada.com/livro-de-irma-de-christopher-mccandless-promete-revela-segredos-da-infancia/

    Corine McCandless lançou em 2014 o livo “The Wild Truth” (A Verdade selvagem em tradução livre), uma obra com memórias de infância que releva a infância e convívio com seu irmão.

  10. Marcello Responder

    Já estamos todos aqui, julgando de novo…..

  11. Giovani Deusdete Responder

    Li o livro em 2004 gostei muito da historia dele, levei pra minha vida algumas palavras dele, anos depois fiquei sabendo que fariam um filme dele.
    Assisti o filme Into the Wild em 2008 foi muito interessante.

    Para aqueles que gostarão desse filme é do livro tem também um bem parecido que é Wild (2014) baseado no livro Wild (2012).

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