Você pode ajudar a tornar este centro cultural e de acolhimento LGBT em realidade

23. novembro 2016 Internet 0
Você pode ajudar a tornar este centro cultural e de acolhimento LGBT em realidade

Boa parte da violência contra gays, lésbicas, bissexuais e pessoas trans acontece dentro de casa. Por conta do preconceito da família, LGBTs são mais propensos a desenvolver depressão e ansiedade do que heterossexuais, segundo um estudo realizado  Instituto de Ciências Médicas da Unicamp. Não só isso, não é raro que esses indivíduos sejam expulsos de onde vivem por conta de sua orientação sexual ou identidade de gênero. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Data Popular, 37% dos brasileiros não aceitariam ter um filho homossexual.

Pensando nisso, o jornalista Iran Giusti começou a receber em seu apartamento jovens LGBTs que haviam sido expulsos de casa. Os pedidos por ajuda vieram aos montes, o que fez com que ele decidisse expandir o que já vinha fazendo, criando o projeto da “Casa 1”, um centro de acolhimento LGBT e de atividades culturais, que está em busca de financiamento coletivo para que possa se tornar realidade.

“A ideia é termos uma espécie de república onde LGBTs que tenham sido expulsos de casa possam ficar”, ele contou em entrevista ao iGay. “Hoje, a cidade de São Paulo conta com apenas 54 vagas dedicadas a esse grupo, e a grande maioria não vai por sofrer agressões físicas e psicológicas nesses espaços por suas orientações sexuais e identidade de gênero. Além disso, a Casa 1 vai funcionar como um centro de cultura e espaço para cursos, palestras e workshops para os moradores e público em geral”.

Segundo a descrição do projeto, que pode ser acessado na plataforma Benfeitoria, a ideia é que a casa seja autossustentável, ou seja, as atividades desenvolvidas no local custearão a manutenção do imóvel e outras despesas. Ela estará localizada no centro da cidade de São Paulo, por conta da facilidade de acesso dos moradores e do público que desejar participar das ações promovidas pela “Casa 1”.

“Teremos um sistema colaborativo, e a ideia é que o espaço seja um lugar de realização de projetos e um lugar em que as ideias saiam do papel, então podemos pensar de tudo”, acrescentou o jornalista. “Eu particularmente quero trabalhar no incentivo de produção cultura LGBT e estudo e levantamento do histórico da comunidade no Brasil. A gente conhece muito pouco nossa história”.

Para contribuir com a iniciativa, basta entrar na página da “Casa 1” e escolher a quantia de dinheiro a ser doada. Para cada valor, há várias recompensas, que vão desde seu nome na entrada do local, até palestras e workshops de diversos temas. As contribuições podem ser feitas até o dia 30 de novembro (próxima quarta-feira).

Não deixe de fazer parte dessa campanha, que mais do que acolhimento, também oferece novas perspectivas a quem mais precisa.

“A ‘Casa 1’ é um monte de gente que tá disposta a olhar pro lado e perceber que a gente tá num mundo fodido demais, que a gente precisa se ajudar, que tem gente morrendo por conta do preconceito e quer fazer algo pra mudar isso”, escreveu Iran no Facebook. “É só um projeto que tá olhando pras pessoas dentro do problema e não pro problema como um bocado de dados e perfis. É tudo uma questão de humanidade, e do que a gente quer pro mundo”.

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