Vamos falar sobre suicídio rapidinho

10. setembro 2015 Internet 1
Vamos falar sobre suicídio rapidinho

Hoje, 10 de setembro, é Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. Confesso que eu não sabia. Foi escrevendo o post sobre o novo clipe do rapper Jake Miller, “Sunshine“, que descobri. Tanto a música quanto o vídeo são uma homenagem do americano ao seu amigo de infância, Dylan, que se suicidou em fevereiro deste ano.

Suicídio é um tema que me sensibiliza muito. Eu já contei aqui como a minha saída do armário foi conturbada. Foi uma longa jornada até entender e aceitar-me gay. Nesse meio tempo, eu já cogitei suicídio. A lembrança daquele dia ainda me ronda, mas me negar a falar sobre isso não vai me fazer sentir bem. Naquela época eu não era muito bem recebido pelos colegas da escola, eu não me achava em lugar algum e num dia achei que tirar minha própria vida seria uma solução para aquela queimação que eu sentia no peito. Foram pensamentos, mas nunca ações. Ainda bem.

Pesquisando sobre o tema, percebi que não estive sozinho naquele dia. Para quem gosta de números, aqui vão alguns. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS):

  • a cada 40 segundos, uma pessoa se suicida no mundo;
  • todos os anos, 800 mil pessoas colocam fim às suas próprias vidas;
  • ou 2.200 pessoas todos os dias.
  • o Brasil registra 12 mil casos de suicídio por ano;
  • ou seja, todos os dias, 32 brasileiros colocam um fim em suas vidas.

É preciso que conversemos sobre suicídio. Ainda de acordo com a OMS, 90% dos casos de suicídio são preveníveis, porque, na maioria das vezes, ele está ligado a algum tipo de doença mental, como a depressão, que pode ser diagnosticada e tratada. Esse é um assunto que ninguém gosta de conversar, mas evitá-lo é continuar ignorando vidas que poderiam ser salvas.

Vamos falar sobre suicídio rapidinho

O nono mês do ano é conhecido como “Setembro Amarelo”, mês de conscientização e prevenção do suicídio. A campanha foi criada pela Associação Internacional pela Prevenção do Suicídio (IASP), “que tenta associar esta cor à causa da prevenção do autoextermínio”.

Então, se você conhece alguém que tenha mudado de comportamento por conta de doença mental ou por uso de drogas e álcool, ofereça ajuda, apoie. Podemos apoiar, ajudar, oferecer um abraço, um ouvido ou um ombro que seja. Eu tô falando de acolhimento. De esvaziar-se de si para deixar o outro te preencher. Empatia mesmo.

Se você está pensando em suicídio, procure ajuda. Você não está sozinho. O Centro de Valorização da Vida, o CVV, tem um telefone, o 141, e um chat no site. As coisas melhoram. A situação de hoje não é imutável e você pode sim sair dessa.

Eu não tenho soluções para tudo na vida. Não posso fazer desaparecer a dor, mas eu te ofereço um abraço e saiba que pode entrar em contato, caso queira.

Sinta-se acolhido e receba todo meu afeto. Sigamos juntos.