“Vai Malandra” foi o hino que a gente pediu! Assista ao novo clipe da Anitta

18. dezembro 2017 POP 0
“Vai Malandra” foi o hino que a gente pediu! Assista ao novo clipe da Anitta

Enfim, Anitta liberou o clipe de “Vai Malandra”, música que encerra o seu projeto ‘CheckMate’. A canção chega depois de “Will I See You”, “Is That For Me” e “Downtown”, e fecha com chave de ouro o ano da carioca, que viu seu trabalho chegar a novos patamares.

Como prometido, com o novo single, a cantora retorna às suas raízes do funk, acrescentando ainda o hip-hop e uma letra que junta o português com o inglês. Na música, ainda estão MC Zaac, o rapper americano Maejor,  Tropkillaz e DJ Yuri. A direção do vídeo, o qual foi filmado no Morro do Vidigal, é do fotógrafo Terry Richardson, conhecido por diversos casos de assédio em sua carreira (a artista chegou a considerar desistir da obra, mas em respeito a todos que participaram dele, resolveu lançá-lo).

“Vai Malandra” é o hino que a gente pediu, trazendo um funk ‘pesadão’ e que faz a gente querer rebolar até o chão, tal qual Anitta faz no clipe. Pessoalmente falando, a parte do rap poderia ter ficado de fora, já que não parece se encaixar com o contexto da canção. Agora, sobre o vídeo, há muito o que analisar – e enaltecer.

A começar pela diversidade de corpos. Depois de contratar dançarinas gordas, Anitta volta a demonstrar seu apoio à aceitação dos corpos ao mostrar seu bumbum como ele é: com celulites. Embora pareça um gesto não tão grande, é bem conhecida a exigência para que as mulheres escondam esse tipo de ‘imperfeição’. A carioca vai na contramão e abraça sua bunda exatamente como ela é.

E não é só isso, em outros momentos do clipe, mulheres das mais diversas formas, tamanhos e idades aparecem em roupas sensuais, dançando e se divertindo. Isso não só bonito de ver, como é muito positivo que que essa mensagem ganhe ainda mais força com aquela que é, atualmente, um dos maiores nomes da música nacional. Ser gorda, trans, lésbica ou magra não impede que você use um shorts e arrase no quadradinho. 

Além de disso, “Vai Malandra” traz a realidade das favelas do Rio de Janeiro, que embora sejam pintadas como locais violentos pelos noticiários, possuem uma alegria pulsante, economia criativa (o bronzeado com fita isolante não deixa mentir) e muito estilo e cultura. E nessa linha, o funk, que há alguns anos era considerado ritmo de ‘bandido’, hoje se tornou um ritmo escutado nos quatro cantos do Brasil.

“Em ‘Vai Malandra’, tive a oportunidade de mostrar minhas origens e um pouco do que eu mesma curtia onde eu morava. Eu vim do baile funk e da favela. Defendo a nossa cultura e me orgulho muito disso”, disse Anitta em uma nota à imprensa. “É uma batidão mesmo, tudo aquilo que gosto de dançar. Nessa música temos um trecho de rap internacional, cantado pelo Maejor. Pretendo levar o funk para que muitas pessoas conheçam e dancem até o chão comigo”.

Corre pela internet, também, que a placa da moto em que a artista senta, na qual está escrito “ANT 1256”, faz referência ao projeto de lei que visa criminalizar  o funk. Anitta, obviamente, é contra essa proposta.

“Um absurdo. Mais absurdo que esse Brasil está uma zona, e as pessoas estão preocupadas com o funk”, disse a dona do hit “Paradinha” em entrevista ao programa de Pedro Bial. “A pessoa não tem ideia do quanto o funk ajuda uma parte da sociedade que não tem oportunidade de nada. Eu vim da favela e não é todo mundo que consegue, assim como eu. Para você ter uma vida diferente dentro do que está naquele espaço, não tenho palavras para descrever, mas não tem oportunidade. Um funkeiro hoje, que canta em um baile de favela, ele consegue gerar emprego para ele, para o motorista, para o DJ, o produtor, duas bailarinas e para o empresário. São no mínimo sete pessoas trabalhando e ganhando dinheiro com o funk. Eu jamais vou ter vergonha de dizer que eu vim de lá, pois esse ritmo que me ajudou a chegar até aqui. Eu seria muito ingrata se hoje eu fingisse que não estou vendo, porque eu to vendo sim. E eu amo o funk, é um ritmo incrível e vai melhorar”.

Com certeza, não havia forma melhor para a cantora encerrar o ‘CheckMate’. Com seu novo single, Anitta fecha um ciclo elogiado, levando seu trabalho e suas origens para o mundo todo. Em 2018, a gente só espera mesmo uma coisa: que essa malandra não pare!


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