Um grupo de mulheres trans recriou “Lemonade”, da Beyoncé, e ficou maravilhoso

Um grupo de mulheres trans recriou “Lemonade”, da Beyoncé, e ficou maravilhoso

Enquanto “Lemonade”, da Beyoncé, é considerada uma celebração às mulheres negras, uma nova versão para o filme pode ser uma celebração às mulheres trans.

É que um grupo delas recriou a obra indicada a quatro prêmios Emmy, e ficou tão bom quanto original, e você precisa assisti-la. São 11 minutos de um retrato incrível de “Lemonade”: figurino, cenários, iluminação e coreografia. A protagonista, Miss Shalae, encarna totalmente a Queen Bey (a semelhança entre elas é enorme), quebrando, inclusive, o vidro de um carro, tal qual Beyoncé faz durante “Hold Up”. Além da canção, fazem parte do material: “Freedom, “Sorry” e “Sex Inch”.

O vídeo possui 11 minutos no total e levou 16 horas para ser feito. A criação é do Glass Wing Group, um time de criativos composto por pessoas trans. A produção e direção são de Adisa Gooding e Miss Shalae, que contou ao Daily Mail que se inspira muito na dona do hit “Formation”.

“Eu costumava interpretar qualquer música que conversasse comigo, mas desde a minha transição, eu fiquei com a Beyoncé, porque eu pareço com ela e amo tudo o que ela faz enquanto artista. Ela é uma verdadeira inspiração”, contou a artista.

E assim como existe uma mensagem social por trás do mais recente trabalho de Beyoncé, em “Lemonade Served Bitter Sweet”, como o projeto foi batizado, também há.

“Sou uma mulher transgênera e, no ano passado, 22 mulheres trans de outras raças e etnias foram assassinadas. E esses são só os casos que foram reportados”, explicou Miss Shalae. “Há jovens mulheres trans no mundo sem rumo, sem teto e tentando encontrar meios de sobreviver. Espero que eu possa inspirar outras mulheres trans e pessoas a seguir seus corações e sonhos, não importando o que esteja contra elas”. Ela acrescentou que torce para que as pessoas vejam como as “mulheres trans são talentosas”, reforçando o discurso feito por Mya Taylor no Spirit Awards deste ano, quando se tornou a primeira artista trans a ganhar um prêmio naquele evento.

Se Bey já assistiu à obra ou não ainda é uma surpresa, mas a artista espera que sim, revelando ainda que seria ótimo que elas unissem forças para “eliminar o ódio entre as mulheres cis [que se identificam com o gênero atribuído no nascimento] e trans”.

Miss Shalae completa: “Ao invés de julgamentos, esperem que nós sejamos seres humanos, porque é isso o que somos antes de tudo, independente de gênero ou sexo”.