Troye Sivan homenageia ativistas em discurso em premiação LGBT

Troye Sivan homenageia ativistas em discurso em premiação LGBT

No último final de semana, Troye Sivan foi homenageado no GLAAD Media Awards, uma premiação para produções que representam de forma apurada as pessoa que compõe a comunidade LGBT, bem como artistas engajados na luta pelos direitos desses indivíduos.

O cantor australiano levou para casa o prêmio Stephen F. Kolzak, concedido a quem “faz uma diferença significativa na promoção da igualdade e aceitação”. Caso você não saiba, Troye é assumidamente homossexual e faz questão de não esconde sua orientação sexual em seus clipes e músicas. Em um de seus vídeos mais recentes, “Heaven”, o músico traz imagens históricas da luta de ativistas LGBT.

Inclusive, esses mesmos ativistas foram lembrados por ele em seu discurso no GLAAD Music Awards. Em cima do palco, o artista frisou a importância deles para que ele pudesse estar onde está hoje.

“Esse prêmio é muito maior do que eu. Esse é um momento para visibilidade e representação. O que e quem nós vemos na mídia definem nossa percepção do mundo à nossa volta. Por isso, é absolutamente vital que nós vejamos a nós mesmos nessa imagem do que é ‘normal’, aceitável e bonito”, começou. “Ao dizer isso, muito do trabalho que contribuiu para o nosso progresso, enquanto comunidade, foi muito menos glamouroso do que o trabalho pelo qual estou sendo homenageado”.

O australiano continuou seu discurso citando o documentário “How to Survive a Plague”, do diretor David France, sobre o início da epidemia da AIDS na década de 80 e luta de grupos para conter a doença. O filme chegou a ser indicado ao Oscar em 2013.

“Eu o recomendo muito para quem ainda não viu. O documentário é sobre o começo da epidemia da AIDS e os esforços de grupos, como o ACT UP e o Treatment Action Group (TAG). Com aqueles personagens, eu me vi, vi meus amigos, meus colegas e meu namorado. Essas pessoas eram jovens, inteligentes e lutadores ativos. Eu vi aquela sagacidade e resiliência que eu aprendi a amar tanto na minha comunidade. Eles eram como meus amigos e eu”, disse o cantor. “A diferença era de que essas pessoas estavam indo ao funeral de um amigo toda semana. Isso era a cidade de Nova York há quase 40 anos. Eles estavam lutando por tratamento médico, visibilidade e por suas vidas. Era uma situação de vida ou morte”.

Dito isso, Troye Sivan recordou que foi esse ativismo que possibilitou as conquistas que a comunidade LGBT adquiriu nos últimos tempos. E na ocasião, ele aproveitou para dividir o prêmio com “os guerreiros que tornaram isso possível, mas talvez não tenham ganhado um prêmio”.

“Embora eu esteja agradecido por essa estatueta, eu gostaria de dividi-la com os guerreiros que tornaram isso possível, ma talvez não tenham ganhado um prêmio”, disse o cantor. “Isso aqui vai para Peter Staley [ativista pelos direitos LGBT e da luta contra a AIDS], um dos destaques de ‘How to Survive a Plague’. Peter foi uma das forças da ACT UP e Treatment Action Group (TAG), e meu herói pessoal. Isso é para Marsha P. Johnson e Silvia Rivera, as madrinhas da Rebelião de Stonewall e fundadoras de um grupo de protestos para pessoas trans na década de 70. Isso é para Bayard Rustin. Ele foi um líder dos direitos civis LGBT, que trabalhou junto de Martin Luther King Jr, e foi completamente apagado da história por conta da homofobia. Isso é para Gilbert Baker, criador da bandeira LGBT, um símbolo de orgulho que perdemos na última sexta-feira (31). Isso é para Edie Windsor e James Baldwin do mundo todo. A lista continua. Embora os tempos e as nossas necessidades tenham mudado, esse ethos e espírito permanecem na nossa comunidade hoje”.


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