Ir ao show do Ed Sheeran é como passear pela sua vida por meio de suas músicas

29. maio 2017 POP 0
Ir ao show do Ed Sheeran é como passear pela sua vida por meio de suas músicas

Mais do que um cantor e compositor, Ed Sheeran é um contador de histórias. Mas não de qualquer história, mas daquela que ele conhece muito bem: sua própria vida. Por meio de suas canções, o músico permite que adentremos em sua mente e possamos passear por suas emoções e experiências.

E isso ficou claro quando ele subiu ao palco do Allianz Park no último domingo (28), para cantar a um público de mais de 40 mil pessoas. Pontual, o ruivo começou seu show às 20h, sozinho no palco, mais uma vez.

Com apenas voz e violão, Ed levou todos os presentes aos gritos, lágrimas e sorrisos, lembrando o motivo pelo qual é um dos maiores astros da música pop atual. No repertório, estavam os hits que o consagraram, além das músicas do novo disco, “Divide”, lançado em março deste ano.

Se antes ele era conhecido pelas canções de coração partido, agora ele está em outro lugar. Mais maduro, apaixonado, nostálgico e reflexivo, o britânico fez questão de nos levar em uma viagem pela sua vida, uma que foi transformada em álbuns que ressoam com pessoas no mundo todo. Isso é bem real quando ele abriu o show com “Castle on the Hill”, música sobre sua adolescência em uma pequena cidade da Inglaterra, a qual foi sucedida por “Eraser”, faixa em que reflete sobre a vida após a fama, as tentações que ela proporciona, e como é fácil se perder pelo caminho.

Era visível como Ed Sheeran estava feliz em estar ali. Com um sorriso estampado no rosto o tempo todo, é fácil dizer o quanto ele gosta do que faz e de unir as pessoas com seu trabalho. E o público brasileiro não desapontou: quando ele pediu para que todos cantassem o mais alto que conseguissem, até a voz falhar, todos cumpriram. “Mesmo que vocês não saibam as letras, façam de conta que sabem”, ele disse com modéstia em um momento. Suas músicas estavam na ponta da língua de todos: desde as pequenas crianças até os mais adultos que acompanhavam seus filhos – ou que estavam ali por puro prazer.

Pude ficar em diferentes locais durante o show, e em todos eles era possível ver a conexão dos fãs com as músicas do britânico: casais se beijaram ao som de “Dive”, “Perfect”, “Photograph” e o clássico “Thinking Out Loud”, enquanto em “Don’t”, “New Man”, “Galway Girl” e “Shape of You”, amigos se abraçaram, pularam e cantaram. Rolaram lágrimas de quem provavelmente teve seu coração partido, mas houve também a felicidade no olhar de quem via o ídolo cantando as músicas que um dia foram suas vivências pessoais.

O músico é muito simpático e a todo momento interagia com o público, ora dizendo “eu te amo, Brasil”, ora pedindo para que todos o acompanhassem cantando e balançando os braços. Perto do final do show, ele saiu do palco para voltar a ele com a camiseta da seleção brasileira. A canção escolhida para concluir as quase duas horas de apresentação foi “You Need Me, I Don’t Need You”, a qual o fez estourar na internet, numa época em que ainda não era o artista reconhecido que é hoje em dia.

Entre músicas de amor à sua atual namorada, Cherry Seaborn (ela é a inspiração para algumas faixas de “Divide”), corações partidos, dores de cotovelo e sua vida antes e depois do sucesso global, Ed nos levou para dentro de sua vida, de suas dores e alegrias. Tudo isso enquanto tocava e trocava com os fãs. É essa sinceridade presente em sua música que o faz o pop star que é hoje. E ao que parece, ainda será por muito tempo.


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