Se você ainda não reparou, os shows da Ariana Grande são sobre aceitação, igualdade e empoderamento

29. junho 2017 POP 0
Se você ainda não reparou, os shows da Ariana Grande são sobre aceitação, igualdade e empoderamento

Há muitos motivos que levam alguém a ir aos shows da Ariana Grande: são espetáculos bem montados, contam com todos os hits que a gente tanto ama da cantora, além, claro, da voz da artista, que encanta até quem não é fã.

Mas isso não é tudo: se você ainda não reparou, as apresentações da Ari são sobre aceitação e empoderamento feminino. E isso já era de se esperar, afinal, todos sabemos que a artista é uma heroína feminista, portanto, faz sentido que ela leve uma mensagem de igualdade para seu trabalho.

Forte apoiadora dos direitos LGBT, Ariana torna seus shows um ambiente seguro para fãs que se identificam como lésbicas, gays, bissexuais e trans. Durante a performance de “Thinking Bout You”, são exibidos contornos de casais do mesmo gênero em um telão. É um momento lindo e muito emocionante.

Talvez o fato de que seu irmão, Frankie, seja gay tenha a levado a entender melhor os desafios que essa população enfrenta, e a tornado uma grande aliada das causas desses indivíduos.

Em várias entrevistas que concede, a voz de “Into You” deixa claro que não tolera homofobia ou transfobia, e quer ver esses preconceitos como problemas do passado. 

“Eu não fui criada numa casa onde ser gay era considerado algo anormal”, ela contou à revista V em 2015. “Então, quando encontro pessoas que usam a palavra ‘viado’ como um insulto, com um significado pejorativo, eu não aguento. Eu não entendo, é muito estranho para mim. Fui criada numa casa onde ser gay era a coisa mais normal do mundo. Até meu avô, que é de outra geração, disse ‘bom para você’. É ultrajante para mim quando pessoas odeiam a outra por causa de sua sexualidade. Odeio intolerância. Odeio julgamentos, odeio muito”.

Isso explica boa parte do sucesso de Ariana com o público LGBT: é uma troca de amor e respeito, que muitos artistas poderiam aplicar em suas carreiras.

Em outro momento da turnê “Dangerous Woman”, antes de cantar “Side to Side”, um pequeno filme é exibido no telão, no qual a artista parece responder a todos que veem as mulheres como uma coisa ou outra, e não seres humanos complexos.

“Empoderada. Forte. Firme. Focada. Conectada. Não está pedindo nada. Meiga. Irreverente. Selvagem. Livre. Não está pedindo nada. Brincalhona. Cheia de alma. Cheia de desejos. Áspera. Gentil. Feroz. Não está pedindo nada. Sexual. Sensual. Doce. Dura. Divina. Forte. Divina. Humana. Mulher”, diz Ariana. Se isso não te fizer gritar, eu não sei o que vai.

Abertamente feminista, Ariana Grande faz questão de falar sobre o assunto sempre que pode. Em 2016, em uma conversa com a revista Grazia, ela contou que vem “de uma longa linhagem de mulheres ativistas”, incluindo sua tia, a jornalista Judy Grande. Isso faz com que ela utilize sua plataforma para levar sua mensagem de empoderamento feminino a seu público em todos os momentos.

“Eu sou uma mulher então eu encaro a minha cota desigualdade, misoginia e ignorância diariamente”, disse. “Um monte de mulheres pensam no estereótipo que vem com a palavra ‘feminismo’. Mas não existe um só tipo de feminismo. Você pode ser uma feminista que faz o cabelo e a maquiagem, você pode ser a feminista que corta o cabelo e não se maquia. Aquela que faz muito sexo ou a que não faz. Não há um limite”.

Ou seja, o show que ela traz para o Brasil com a turnê “Dangerous Woman” não dá para perder. E você nem deveria. Ela se apresenta no Rio de Janeiro hoje (29) e em São Paulo no sábado (1º). Nos vemos lá?


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *