A revista GQ portuguesa faz história ao ser a primeira a trazer uma modelo trans em sua capa

05. abril 2017 Moda 0
A revista GQ portuguesa faz história ao ser a primeira a trazer uma modelo trans em sua capa

Além de modelo, Andreja Pejic trabalha duro quebrando barreiras para pessoas trans. Depois de ser a primeira mulher trans a ser rosto de uma marca de cosméticos, ela agora é a primeira mulher trans a estampar uma capa da revista GQ. E como uma capa é pouco para ela, a australiana ganhou logo duas!

Andreja foi descoberta aos 16 anos, quando trabalhava em um Mc Donald’s, na cidade de Melbourne (AUS), e desde então não parou mais. Primeiro trabalhando como uma modelo andrógina, em 2014 ela assumiu sua identidade de gênero, Hoje, aos 25 anos, ela coleciona trabalhos para diversas grifes, e foi a primeira trans a aparecer na Vogue americana e a primeira trans a estampar a Marie Claire espanhola. Com um histórico desses, era só uma questão de tempo para ela aparecer na GQ também.

“Eu diria que essa capa representa a conquista da minha tão aguardada vingança contra todos os meninos que não queriam segurar minhas mãos em público, quando eu estava descobrindo o amor pela primeira vez”, ela escreveu no Instagram. “Contudo, deixando toda a pequenez de lado, muito obrigada a todas as pessoas da GQ Portugal, pelo prêmio e por esse pequeno momento histórico”.

Em 2016, ela foi eleita a Modelo Internacional do Ano pela GQ portuguesa, um feito que nem ela mesmo achava que poderia realizar.

“Para ser sincera, eu nunca esperei por esse momento. A GQ é uma revista masculina clássica e respeitada e, embora eu esteja muito orgulhosa de tudo o que eu conquistei, minha carreira como modelo foi tudo, menos clássica. Portanto, de alguma maneira, isso é um encontro de dois mundo diferentes e representa um progresso”, disse Pejic no ano passado.

A capa da GQ portuguesa acontece apenas um mês depois da brasileira Valentina Sampaio ser rosto da edição de março da Vogue francesa. Dar visibilidade a pessoas trans é importante, pois ajuda a humanizar esses indivíduos e leva um entendimento maior às suas questões.

Tomara que mais publicações de moda e beleza sigam o exemplo e tragam mais pessoas trans para a capa e para o recheio de suas edições. Por enquanto, parabéns, Andreja!


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