Rainha do Brasil, Elza Soares lança uma nova versão do clipe de “A Carne” no Dia da Consciência Negra

20. novembro 2017 POP 0
Rainha do Brasil, Elza Soares lança uma nova versão do clipe de “A Carne” no Dia da Consciência Negra

No dia 20 de novembro de 1695, Zumbi dos Palmares era morto pelas forças coloniais. Ele é uma das figuras mais importantes do Brasil, tendo sido o último líder do Quilombo dos Palmares, e lutado contra a escravidão no país. É por isso que, hoje (20), é celebrado o Dia da Consciência Negra.

Apesar dos progressos, a população negra brasileira ainda enfrenta o racismo, que a coloca em posição desigual em comparação aos brancos. Além da maioria das mortes pela polícia, os negros ainda são os mais pobres do país, têm salários menores e são minoria nas universidades públicas. Mulheres negras, inclusive, sofrem com salários ainda mais baixos e índices de violência doméstica maiores.

Olhando tudo isso, é fácil entender o motivo pelo qual Elza Soares canta: ‘a carne mais barata do mercado é a carne negra’.

A artista é uma das maiores vozes brasileiras e da resistência negra. Hoje, ela lançou uma nova versão para o clipe “A Carne”, que traz um elenco todo composto por modelos negros, presentes em cenários diferentes, mas todos celebrando suas identidades e origens. Além da cantora, a judoca Rafaela Silva, ganhadora da medalha de ouro na Olimpíada do Rio de Janeiro, também aparece no vídeo. É impossível não se arrepiar.

O vídeo foi dirigido pelo Coletivo MOOC e é uma parceria de Elza com o banco Bradesco. Junto com o clipe de “A Carne”, saiu também o documentário “Duas mulheres. Duas vidas. Uma luta”, o qual “cruza as trajetórias de Elza Soares e Rafaela Silva para contar a história de milhares de brasileiros”.

“Na arte, no esporte e na vida, elas representam a coragem de quem enfrenta barreiras em nome de seus sonhos e conquista seu espaço com talento e dedicação”, diz a descrição do filme.

“Nesse dia 20 de novembro, como todos os outros dias do ano, reforço o meu grito: a carne mais barata do mercado foi a carne negra. Não é mais a carne negra. Eu sou negra. Minha mãe é negra. Minha voz é negra. O Brasil é negro”, diz a artista no documentário e em seu Twitter.

Assista “Duas mulheres. Duas vidas. Uma luta”:


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