Quais as nossas apostas para o Oscar 2017

25. fevereiro 2017 Cinema 0
Quais as nossas apostas para o Oscar 2017

O Oscar vem aí! No próximo domingo, 26, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas premia os melhores do cinema em diversa áreas. Assim como fizemos no ano passado, fizemos nossa lista de apostas de quem a gente acha que deveria levar a estatueta dourada para casa, além de quem provavelmente deve vencer.

Vamos a elas:

MELHOR FILME:

Aposta do Artur: “Estrelas Além do Tempo”. Não é todo dia que Hollywood conta uma história como essa. A obra, dirigida por Theodore Melfi, destaca o trabalho das mulheres negras que foram fundamentais para levar o primeiro homem à orbita da Terra. O longa foi um sucesso com o público (arrecadou mais em bilheteria nos EUA do que “La La Land”) e aborda questões que continuam atuais em 2017, mesmo que a história tenha se passado na década de 60.

Aposta do Fernando: “Moonlight”. Apesar da comoção em torno do provável vencedor “La La Land”, o fato de o ‘Melhor Filme’ significar muito sobre o que Hollywood torna essa escolha preguiçosa (e perigosa). A Academia poderia considerar dar o prêmio para um filme menos ambicioso – embora “La La Land” tenha sim suas qualidades, várias. No entanto, “Moonlight” é exatamente o tipo de produção para a qual o Oscar deveria olhar nesse momento.

Quem deve levar: “La La Land – Cantando Estações”.

MELHOR DIRETOR:

Aposta do Artur: Denis Villeneuve, por “A Chegada”. O filme é inteligente e foge do lugar comum dado aos filmes sobre invasões alienígenas. O canadense Villeneuve sabe nos deixar tensos do começo até o final.

Aposta do Fernando: Damien Chazelle, por “La La Land – Cantando Estações”. Só pelo plano sequência de abertura, Chazelle já merece o prêmio. Apesar de tudo o que significaria a vitória de “La La Land” como melhor filme, é impossível deixar de reconhecer a ótima direção do filme, que é de encher os olhos.

Quem deve levar: Barry Jenkins, por “Moonlight”.

MELHOR ATOR:

Aposta do Artur: Denzel Washington, por “Limites Entre Nós”. Denzel entrega em sua atuação toda a dor do racismo e das experiências que seu duro personagem viveu.

Aposta do Fernando: Ryan Gosling, por “La La Land – Cantando Estações”. Ryan Gosling está bem à vontade (talvez até demais) no papel, e enche o filme de carisma, além de dançar, cantar, tocar piano etc. – mesmo que apenas cenograficamente.

Quem deve levar: Casey Affleck, por “Manchester à Beira-Mar”.

MELHOR ATRIZ:

Aposta do Artur: Isabelle Huppert, por “Elle”. A atriz francesa, com maestria, dá vida a uma mulher que se nega a seguir o papel de vítima e busca formas de se vingar do homem que a abusou. É um papel que intriga e surpreende – e que merece ser premiado.

Aposta do Fernando: Isabelle Huppert, por “Elle”. Não é qualquer atriz que consegue construir com tanta precisão uma personagem tão difícil e controversa. Isabelle é a alma do filme, e seu trabalho é certamente o mais complexo entre os das indicadas na categoria.

Quem deve levar: Emma Stone, por “La La Land – Cantando Estações”.

MELHOR ATOR COADJUVANTE:

Aposta do Artur: Mahershala Ali, por “Moonlight”. O ator não possui uma grande participação no filme, mas quando o faz, enche a tela. Na pele do traficante Juan, Mahershala interpreta um homem que acolhe o pequeno Chiron pelo que ele é.

Aposta do Fernando: Lucas Hedges, por “Manchester à Beira-Mar”. É muito fácil simpatizar com o personagem, o garoto órfão que passa a ser cuidado pelo tio. Ele é de certo modo o respiro do filme, e até mesmo um alívio cômico em alguns momentos, contrapondo o tom sempre introspectivo do personagem de Casey Affleck.

Quem deve levar: Mahershala Ali, por “Moonlight”.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:

Aposta do Artur: Viola Davis, por “Limites Entre Nós”. A atriz chega à sua terceira indicação ao Oscar com mais méritos do que nunca. No filme, é ela quem rouba a cena com sua atuação, que arrepia e nos faz sofrer junto com ela.

Aposta do Fernando:  Viola Davis, por “Limites Entre Nós”. Já está na hora de a Academia premiar Viola Davis, uma das grandes atrizes de hoje. E seu trabalho sensível e emocionante nesse filme é a chance perfeita para isso. A torcida é para que seja o primeiro de muitos.

Quem deve levar:  Viola Davis, por “Limites Entre Nós”.

MELHOR ANIMAÇÃO:

Aposta do Artur: “Kubo e as Cordas Mágicas”. Um filme sobre família, vida e morte, o longa-metragem traz uma mensagem que deveria ser absorvida por todos nós (e até surpreende que a obra tenha sido feita para crianças).

Aposta do Fernando: “A Tartaruga Vermelha”. Cheio de simbologias e sem diálogos, a animação do Studio Ghibli dirigida pelo holandês Michael Dudok de Wit é uma estranha entre os indicados. Já vence só por estar na lista, mas a Academia já poderia voltar a premiar o lendário estúdio japonês (cuja animação “A Viagem de Chihiro” levou o Oscar em 2003).

Quem deve levar: “Moana”.

MELHOR ROTEIRO:

Aposta do Artur: “O Lagosta”. O longa-metragem possui um roteiro inteligente e que faz uma crítica afiada sobre as relações humanas atuais.

Aposta do Fernando: “20th Century Women”. Difícil apostar em uma categoria cujos cinco indicados são bastante diferentes entre si. Mas a comédia dramática do diretor e roteirista Mike Mills merece ser lembrada, e poderia até ter rendido também uma indicação à ótima Annette Bening.

Quem deve levar: “La La Land – Cantando Estações”.

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: 

Aposta do Artur: “Moonlight”. Dividido em três partes, o filme narra a história de um jovem negro que está em busca de sua própria identidade. De maneira sensível, embarcamos na jornada de Chiron – uma jornada que merece o reconhecimento.

Aposta do Fernando: “A Chegada”. Transpor a intensidade dessa história de uma linguagem para outra não é tarefa fácil. O filme tem ritmo, consegue emocionar e a narrativa se revela de forma precisa. Mérito do roteirista Eric Heisserer, que adaptou o filme a partir do livro “História da Sua Vida”, do escritor Ted Chiang

Quem deve levar: “A Chegada”.