Protestantes feministas interrompem estreia do filme “Suffragette”

08. outubro 2015 Cinema 0
Protestantes feministas interrompem estreia do filme “Suffragette”

Ontem, 7, ocorreu a estreia de “Suffragette”, filme que reconta a luta das mulheres britânicas pelo direito ao voto. Estrelado por Meryl Streep, Carey Mulligan e Helena Bonham Carter, a produção foi criticada por não retratar os esforços de mulheres negras em um importante episódio na conquista de direitos para as mulheres.

Durante a premiere, em Londres, um grupo de ativistas feministas do grupo Sisters Uncut invadiu o tapete vermelho para fazer um protesto. De acordo com a revista People, elas reclamavam de uma decisão do parlamento inglês, que cortou fundos de abrigos que atendem vítimas de violência doméstica.

Segundo a instituição Women’s Aid, em média duas mulheres são mortas por semana pelo atual ou ex-parceiro na Inglaterra e no País de Gales. A mesma instituição diz ainda que 48% dos 167 abrigos que atendem mulheres e crianças vítimas de violência doméstica estão operando sem recursos. Entre 2010 e 2014, esses abrigos diminuíram de 187 para 155 centros especializados.

Uma protestante escreveu um relato sobre o episódio de ontem, dizendo que “nos organizamos no espírito das sufragistas e temos certeza de que se elas estivessem vivas hoje, elas estariam conosco. Essas eram táticas delas e temos o orgulho e a honra de carregar a chama na contínua luta por libertação”.

Na página do Facebook do grupo Sisters Uncut, a seguinte mensagem foi deixada:

“Para aqueles que estão no poder, nossa mensagem é esta: seus cortes são machistas, seus cortes são perigosos e vocês acham que podem sair dessa porque atingiram as pessoas que são vistas como mais fracas.

Nós somos estas pessoas, nós somos mulheres, nós não seremos silenciadas. Nós permanecemos unidas e lutaremos juntas até vencermos”.

As atrizes Helena Bonham-Carter e Carey Mulligan, que estavam no tapete vermelho durante o protesto, afirmaram que “essa é uma boa resposta ao nosso filme”. “Acho que é maravilhoso. É exatamente o que faziam as sufragistas. Tenho esperança de que o filme inspire alguém a criar coragem para protestar quando uma injustiça for feita”, disse Bonham-Carter.

“Espero que esse filme inspire a todos sobre a forma como veem o mundo. Nós vivemos em uma sociedade sem equilíbrio – homens e mulheres – e filmes como este inspiram conversas sobre formas de corrigir essa falta de equilíbrio”, concluiu Mulligan ao The Telegraph.