Por que a diversidade importa em “Sense8”, de acordo com o próprio elenco do seriado

Por que a diversidade importa em “Sense8”, de acordo com o próprio elenco do seriado

Eu sei: parece que se passou uma eternidade desde que o especial de natal de “Sense8” estreou na Netflix, mas agora faltam apenas uma semana para vermos Wolfgang, Lito, Will, Nomi, Capheus, Riley, Sun e Kala em mais uma temporada cheia de tensão e adrenalina (e sexo, né, minha gente?).

E boto fé que parte do sucesso do seriado se deve à diversidade do elenco principal, que conta com duas mulheres asiáticas, uma trans, um homem gay latino e um negro, além do elenco de apoio, que também possui um time de personagens bem diverso. Por meio de sua trama, a qual mostra pessoas de várias partes do mundo conectadas mentalmente e emocionalmente, “Sense8” transmite a mensagem de que, apesar das diferenças, somos todos iguais.

“A mensagem da atração é primordial”, afirmou o ator Toby Onwumere, que interpreta Capheus, à revista The Hollywood Reporter. “Em cidades como Nova York, onde você vê vários rostos diferentes, essa série é um reflexo do mundo. Os temas, a mensagem de inclusão e libertação são muito necessárias agora”.

Especialmente em tempos de Donald Trump e suas políticas racistas, “o timing dessa [segunda] temporada é especial”, explicou Tina Desai, a Kala. “É algo que vivemos enquanto pessoas, não apenas como personagens. Quando você se esforça para conhecer quem é a outra pessoa, [percebe que] somos todos os mesmos. Talvez nós venhamos de culturas diferentes, mas todos pensamos e sentimos da mesma maneira. Se nós pudermos respeitar a diferença, passar por ela e aceitarmos mais os outros, veremos que não há qualquer problema. O problema acontece quando você resiste a mudança. É isso o que o seriado faz: nós superamos nossas diferenças e criamos algo maravilhoso”.

Não só nos Estados Unidos, mas no Brasil e no mundo, parece que há uma onda conservadora crescendo e dando mais poder a políticos contrários aos direitos das mulheres e demais minorias. Por conta de sua diversidade, “Sense8” não só dá voz a quem pouco se vê representado em qualquer espaço, mas possibilita também mudanças e cria empatia nas pessoas.

“A série dá esperança às pessoas ou a possibilidade de ver as coisas de forma diferente, e também a identificar e a lidar com pessoas que elas pensavam não existir. Esse é o poder desse seriado”, completou Max Riemelt, o Wolfgang.

E o que podemos esperar da segunda temporada de “Sense8”? Segundo Daryl Hannah, que dá vida à personagem Angélica, haverá mais discussões sobre temáticas atuais.

“O mundo está caminhando nessa trajetória negativa e esquisita de fascismo e racismo, e nós tínhamos que entrar nesse território cedo ou tarde”, afirmou a atriz. “É inacreditável o quanto as coisas mudaram quando nós começamos. Tudo o que você verá nessa temporada transmite a mensagem de inclusão, compaixão e empatia. A série é sobre isso”.

Os novos episódios do seriado chegam à Netflix no dia 5 de maio.


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