Petições pedem que a Victoria’s Secret ofereça lingeries maiores

10. fevereiro 2015 Estilo 4
Petições pedem que a Victoria’s Secret ofereça lingeries maiores

A indústria da moda vem, a passos lentos, mudando a forma como está estruturada. Digo a passos lentos, porque ainda está longe de ser o ideal, mas bons exemplos têm aparecido recentemente. No entanto, se a indústria não acompanha as demandas dos consumidores, então são eles quem dizem como é preciso ser feito.

E a Victoria’s Secret acaba de tornar-se alvo de suas consumidoras. O motivo não precisaria ser explicitado, mas ao vermos um dos anúncios da marca conseguimos entender por quê:

anúncio victoria's secrets

No mundo da indústria da moda não há mulheres gordas. Somente magras. Mas como não vivemos nesse universo bem restrito, esse slogan “Um corpo para todo mundo” não condiz com a realidade. Enquanto esse padrão faz mal a milhões de meninas e mulheres ao redor do mundo, algumas outras resolveram pressionar a marca para que ela seja mais inclusiva e ofereça tamanhos maiores de suas peças. E uma das formas encontradas foram petições online.

Segundo a Business Insider, a Victoria’s Secret abocanha 35% do mercado de lingeries nos Estados Unidos. Isso é mais do que qualquer outra marca. No entanto, ela não fabrica peças para todos os corpos. Segundo a publicação, o maior tamanho de calcinhas da varejista equivale ao nosso G (16, no padrão de medidas americano), enquanto outras marcas fabricam tamanhos GG e EG.

Dana Drew é autora de uma das petições, e conta que adora as peças da Victoria’s Secret, mas se sente impedida de comprar as peças.

“Meu dinheiro e meu cartão de crédito são bons o suficiente para eles, mas o fato de que eu só posso comprar coisas como perfume, loção e spray corporal mostram que meu corpo não é bom o suficiente. Todo ano eu assisto o desfile das Angels e adoraria comprar o que eu vejo na televisão, mas não posso porque a Victoria’s Secret não possui o meu tamanho”.

Além de não conseguir comprar as peças, Dana acredita que todas as mulheres devem ter o direito de sentirem-se sexy, independente do tamanho.

“Eu também acredito que todas as mulheres, incluindo as plus-size como eu, tenham direito de sentirem-se sensuais. É por isso que estou pedindo para que a Victoria’s Secret tenha tamanhos maiores em suas coleções, para que mulheres como eu possam usar seus produtos. […] Meu ponto é: deixem que qualquer pessoa, de qualquer tamanho, entre e escolha algo das prateleiras.”

Por fim, Dana mostra que a Victoria’s Secret está perdendo um bom nicho de mercado. Segundo ela, há 100 milhões de mulheres plus-size nos Estados Unidos, que gastaram mais de 17.5 bilhões de dólares em lingerie no ano passado.

É passada a hora de fazer uma moda inclusiva, feita para todos os corpos. Não é só uma questão de quanto se gasta, mas de ajudar mulheres a sentirem-se bem na sua própria pele.