Personagens transgêneros na TV ajudam a diminuir o preconceito

Personagens transgêneros na TV ajudam a diminuir o preconceito

Na sexta-feira, eu postei no meu Facebook, uma matéria que falava sobre o caso de uma criança transgênero, Ryland. Era uma história bem bacana, porque o garoto, nascido menina, tem apenas 6 anos, e não se identificava com o gênero que nasceu. Preocupados, Jeff e Hillary Whittington, pais do garoto, buscaram se informar sobre o caso do menino. Entendendo que se tratava de uma criança transgênero e, assustados com uma terrível estatística de que 41% de jovens transgêneros tentam cometer suicídio por falta de aceitação social, os pais não tiveram dúvida: cortaram o cabelo e mudaram as roupas de Ryland, pintaram o quarto dele e mandaram uma carta aos familiares e amigos explicando sobre as mudanças. Os dois aceitaram o gênero de Ryland e fizeram um vídeo onde há várias imagens de um menino feliz e que gosta de brincar, como qualquer criança.

https://www.youtube.com/watch?v=yAHCqnux2fk

O que me deixou feliz, além dessa história emocionante, foi ver como as pessoas estão mais abertas ao assunto. Eu postei o link da matéria no Facebook, porque quis compartilhar algo bonito. Muita gente curtiu, comentou e se emocionou, assim como eu. É legal ver como isso vem deixando de ser um tabu e que as discussões a respeito da transgeneridade vêm ganhando espaço. Não só isso, a sociedade está começando a aceitar as pessoas transgênero.

A exposição positiva de pessoas trans, não só na mídia, mas através de personagens em novelas e seriados, pode aumentar a visibilidade delas, trazendo um retorno muito positivo: a aceitação social.

“Glee”

Wade "Unique" Adams
Wade “Unique” Adams

A série musical americana “Glee” colocou em seu elenco fixo o primeiro personagem transgênero da TV dos Estados Unidos. O papel de Wade “Unique” Adams é feito por Alex Newell, jovem ator abertamente homossexual. Seu personagem apareceu pela primeira vez, originalmente, na 3ª temporada. No seriado, Unique sofre com as perseguições de todos no colégio, justamente por ser transgênero. O Glee Club é o único grupo que a aceita exatamente do jeito que é e a deixa confortável para usar suas roupas e sua peruca.
Um dos episódios mais marcantes, é quando ela é impedida de usar o banheiro feminino e tenta usar o masculino, quando é vítima da repressão de meninos que estavam ali, e acabam jogando sua peruca na privada. Ela então canta a música “If I Were a Boy”, de Beyoncé, que ganha um novo sentido.

https://www.youtube.com/watch?v=yw8YRAfm37k

“Orange Is The New Black”

Laverne Cox como Sophia Burset, em Orange Is The Bew Black
Laverne Cox como Sophia Burset, em Orange Is The Bew Black

Laverne Cox vem ganhando espaço na mídia americana. A moça vive a personagem Sophia Burset no seriado “Orange Is The New Black”, um ex-bombeiro que também vai parar na prisão, cenário do seriado. Nesta semana, Cox ganhou destaque ao ser capa da revista Times. A edição vai contar a história da atriz e de outras pessoas transgênero e a luta por direitos civis dessas pessoas.

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“Geração Brasil”

Luís Miranda é Dorothy Benson, na novela "Geração Brasil", da Globo
Luís Miranda é Dorothy Benson, na novela “Geração Brasil”, da Globo

A novela das 19h, “Geração Brasil”, da Rede Globo, possui um personagem transgênero. O ator Luís Miranda dá vida a Dorothy Benson, mãe do personagem de Lázaro Ramos. Era o pai, mas fez a cirurgia para mudança de sexo.

A causa das pessoas transgênero vem ganhando espaço na mídia e a TV, por ser um grande veículo de comunicação em massa, tem contribuído muito para que o assunto seja discutido dentro das casas brasileiras e de todo o mundo.

É importante que o assunto seja debatido, para que direitos, como a troca nome, foto e sexo em documentos de identidade sejam permitidos, já que as pessoas trans não se identificam com o gênero que nasceram. É aprisionante viver sua vida com um documento que, na verdade, não mostra quem você realmente é.

O que falta é espaço para que pessoas trans possam trabalhar na TV (e fora dela). Interpretando personagens iguais a elas ou não, é importante que haja essa abertura. Isso encorajaria muitas outras pessoas a se empoderarem e não terem medo de assumir quem realmente são. Ajudaria a acabar com o preconceito e disseminar uma mensagem positiva em relação a essas pessoas. São seres humanos e merecem o mesmo respeito como qualquer indivíduo.

Ainda chegará o dia em que o gênero de alguém não x impedirá de viver sua vida. Enquanto isso, espero que a televisão continue a produzir bons exemplos. E que a sociedade aprenda com eles.


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