Pabllo Vittar tem mesmo um espírito “Indestrutível”

10. Abril 2018 POP 0
Pabllo Vittar tem mesmo um espírito “Indestrutível”

Pabllo Vittar possui um espírito indestrutível e quer que você saiba que o seu também é. Hoje (10), ela lançou o clipe para “Indestrutível”, single que encerra a era “Vai Passar Mal”, e cuja faixa também encerra o seu primeiro disco.

O vídeo foi lançado depois de uma live no Facebook, que trazia artistas e personalidades da internet, que atuam no combate à LGBTfobia e a outras formas de preconceito. Dentre eles, estavam Federico Devito, Alexandra Gurgel, do canal Alexandrismos, a drag e cantora Aretuza Lovi, a funkeira Mulher Pepita, o jornalista Iran Giusti, da Casa 1, e Phelipe Cruz, editor-chefe do Papel Pop.

Todos compartilharam um pouco de suas vivências com o preconceito e histórias pessoais envolvendo familiares e amigos. Em um momento fofo, Mulher Pepita chegou a chorar ao falar da sua ótima relação com sua mãe. “Ela nunca falou para eu desistir”, disse a cantora.

Em seguida, foi lançado o clipe para “Indestrutível”, que conta uma história tristemente familiar a muitos LGBTs. A obra narra a história de um menino que é perseguido na escola por ser gay e, provavelmente, afeminado. Os colegas de escola fazem uma grande violência psicológica contra o garoto, para depois baterem nele covardemente. Ao lado do protagonista estão um namorado do colégio, o qual fica paralisado ao vê-lo sendo agredido, e a mãe, que vê o filho se vestindo de mulher e usando maquiagem, mas não o repreende. Em vez disso, ela oferece seu abraço mais caloroso.

É difícil não se emocionar com o vídeo, por isso, já se prepare para abrir o choro. Mas lembre-se: tudo vai ficar bem.

É provável que “Indestrutível” pegue emprestado elementos da vida da própria Pabllo Vittar, nascida Phabullo Rodrigues da Silva. Em diversas entrevistas, a drag queen falou sobre a ótima relação com a sua mãe e sobre a homofobia que sofreu nos tempos de escola. No ano passado, ela recordou de um episódio em que um menino jogou sopa nela.

“No ensino fundamental foi muito difícil, eu sofri muito, porque as pessoas não entendiam”, ela disse à Trip TV. “As pessoas não entendiam o ‘rolê’ do gay, de gênero. Era uma coisa que não era discutida em escola, não era falado. Uma vez eu tava na fila da merenda e um menino me jogou uma sopa quente. Um prato de sopa quente. Ele virou a sopa na minha cara porque eu tava falando com a minha amiga. E ele se virou para mim, jogou aquele prato de sopa quente em mim, porque na cabeça dele eu tinha que agir como homem, falar com voz de homem. Ser homem”.

Mas, Pabllo possui um espírito incansável, e encarou e superou o preconceito, tornando-se um ícone LGBT na música nacional. Em meio a um cenário ainda pouco ocupado por lésbicas, gays, bissexuais, pessoas trans e drag queens, a presença da cantora prova-se necessária e um sopro de alívio para uma comunidade ainda carente de representação.

Com seu novo clipe, Pabllo Vittar leva nossas bandeiras, nossa realidade, nossas cores, dores e sorrisos para o grande público, que passou o ano dançando ao som da drag queen. Que mais e mais artistas LGBT possam despontar por aí. E que assim assim como a artista, também possam ter espíritos indestrutíveis e romper barreiras.