A oportunidade pode ser uma porta azul… Ou a sua cor preferida!

A oportunidade pode ser uma porta azul… Ou a sua cor preferida!

Minha tia estava assistindo TV outro dia, quando passou o novo comercial da Tim. “Artur, vem ver”, ela chamou. Não consegui pegá-lo. Então, passou de novo e ela disse: “presta atenção”. Para quem não viu, o vídeo está aqui embaixo.

O mote da campanha é “a oportunidade é uma porta azul”, onde a operadora coloca-se como a porta que une as pessoas através da conectividade e te ajuda a chegar mais longe e alcançar seus sonhos. Até aí, não muito para se pensar, né?

Acontece que, às vezes, a porta azul está bem na sua frente. Pode ser laranja, vermelha, amarela, roxa ou a cor que você preferir, mas ela está ali, esperando você abrí-la. Você coloca a mão na maçaneta, mas não a gira. Você pensa no que pode estar atrás dela. Se vai ser ruim, se vai ser bom, se vai mudar sua vida, não tem como saber. Mas ela está ali. E aí? E o medo do inesperado? Quem não tem? Eu tenho muito medo daquilo que eu não sei, sempre fiz várias escolhas bem cautelosas, por medo do que viria dali. Mas quem não arrisca, não petisca, já diz o ditado.

Uhum, a gente passa horas, dias, meses e até anos olhando a porta azul. Às vezes, ela fica ali, esperando por você tomar a decisão. Outra hora ela some. É recolhida e destruída, como no filme “Monstros SA”. Aí, é tarde demais. Bate o arrependimento, bate a frustração. Mas foi você quem optou em não abrí-la.

Tem gente com uma facilidade para abrir portas. Sim, elas existem. A oportunidade apareceu, elas vão lá e arriscam. Deu certo, deu errado, mas o importante não é tentar? Não é melhor garantir algo vai sair dali, do que ficar parado e ficar se martirizando por não ter arriscado?

O medo de abrir a porta azul pode estar ligado ao medo do que as pessoas vão pensar a seu respeito. Mas, o que de novo elas podem dizer que você já não sabe de si mesmo? Viver em função dos outros não é lá muito esperto quando se vive apenas uma vez. Se a porta está bem à sua frente, não é melhor abrir e ver o que tem atrás dela? Em muitos casos, se você não gostar, pode muito bem fechá-la. Não há problema algum em voltar atrás. Reconhecer os erros é a melhor maneira de seguir em frente.

O comodismo é o pai do medo. Arriscar nem sempre é bom quando o time está ganhando. Mas realmente está? Olhe bem à sua volta. Em muitas situações, achamos que está tudo bem, mas justamente pelo medo de cutucar alguma ferida. Com medo do inusitado. A gente precisa aceitar que não tem controle sobre as coisas e sobre a vida. Podemos abrir a porta azul, porém, o que estiver do outro lado não dá para controlar. É o exercício de seguir o fluxo. Aonde ele vai nos levar, não sabemos. Mas caso não seja bom, precisamos ter a humildade de aceitar e voltar atrás. Sem cobranças. Sem peso na consciência.

E caso seja bom, vá fundo. Aproveite, porque, como eu disse, a gente só vive uma vez. A porta azul está esperando para ser aberta. Vale a pena abrir. Vale a pena descobrir o que ela esconde. Eu abri uma porta azul semana passada. O que vai me acontecer, não tenho como saber. Mas se eu não a abrisse, eu saberia muito bem: ficaria frustrado em deixar a porta fechada.

O comercial da Tim não exige uma reflexão aprofundada, nem é esse o objetivo dele. Mas, ainda assim, a porta estava lá. Me fez refletir sobre o tanto de porta que eu deixei fechada. O quanto eu deixei no desconhecido, justamente porque fiquei com medo de abrí-la. Coragem e humildade é só o que precisamos na hora em que a oportunidade aparecer. Depois, ah… Deixa o universo se encarregar disso. Por enquanto, faça um favor a si mesmo: abra a porta.


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