Oito motivos para você ir ao cinema e assistir a “Oito Mulheres e Um Segredo”

12. junho 2018 Cinema 0
Oito motivos para você ir ao cinema e assistir a “Oito Mulheres e Um Segredo”

“Oito Mulheres e Um Segredo” já está sendo exibido nos cinemas, dando uma renovada na franquia protagonizada por George Clooney e Brad Pitt. Aqui, os homens saem de cena e as mulheres ocupam todos os papéis centrais, arquitetando e realizando um roubo de dar orgulho a Danny Ocean (aonde quer que ele esteja).

No filme, um grupo de mulheres arma um plano para roubar um valioso colar durante o anual Met Gala, um evento beneficente que reúne diversas celebridades. E se até agora você ainda não se convenceu a assistir ao longa no cinema, eis aqui oito bons motivos para você comprar o seu ingresso:

1.  O elenco é incrível

escrevi sobre o elenco de “Oito Mulheres e Um Segredo” antes, mas é sempre válido reforçar o quão brilhante é o elenco do filme. Sandra Bullock, Cate Blanchett, Anne Hathaway, Sarah Paulson, Helena Bonham Carter, Mindy Kaling, Awkwafina e Rihanna dão vida ao grupo de criminosas e não desapontam nos seus papéis. Aliás, elas estão tão confortáveis na pele de suas personagens, o que torna a experiência de assisti-las ainda mais prazerosa.

E tem mais: a produção dirigida por Gary Ross conta com um elenco de diferentes idades, corpos e etnias, o que se assemelha muito com as mulheres que vemos todos os dias nas ruas, escolas, no trabalho e etc. É ótimo ver um filme todo protagonizado por mulheres, especialmente quando Hollywood ainda oferece poucas oportunidades para elas, e é ainda mais animador ver um elenco diverso, já que o espaço para mulheres de minorias étnicas e com mais de 30 anos é ainda menor.

2. Anne Hathaway

Anne Hathaway é, sem dúvida, uma das melhores personagens em “Oito Mulheres e Um Segredo”. Ela vive a atriz Daphne Kugler, uma mulher muito mais inteligente do que aparenta ser, e que é o alvo das sete ladras. Ou melhor, o caríssimo colar que usa no Met Gala é o alvo.

A personagem serve como um comentário divertido e inteligente sobre a forma como o público imagina que sejam as mulheres do entretenimento: bonita, superficial e obcecada por sua aparência e pela fama. Utilizando um estereótipo criado para diminuir mulheres, Anne entrega uma das melhores e mais inteligentes performances da produção.

3. Rihanna

Nos últimos anos, vimos Rihanna cantando e criando seu império no setor de cosméticos e roupas. Claro, “Oito Mulheres e Um Segredo” não é seu primeiro filme dela (Riri já atuou em “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”, “Battleship: A Batalha dos Mares” e emprestou sua voz para a animação “Cada Um na Sua”), mas eis aqui um lembrete do quão versátil a artista pode ser.

A cantora, atriz e empresária interpreta a hacker Nine Ball, uma mulher muito inteligente e que desconhece barreiras digitais. É uma personagem divertida e que faz um bom contraponto à personagem de Sarah Paulson, por exemplo. E com Nine Ball, Rihanna dá sequência a uma linha de mulheres negras feras em ciência e tecnologia (Shuri, de “Pantera Negra”, e a senhora Murry, de “Uma Dobra no Tempo) que têm surgido no cinema. 

4. Mulheres no centro da narrativa

No filme, são as mulheres é que ganham o destaque. Depois de incontáveis longa-metragens protagonizados por homens em filmes de ação e de roubo, finalmente temos um em que a preocupação é mostrar um grupo de mulheres bolando e realizando um plano épico para roubar um colar valioso. Elas fazem tudo sozinhas e provam que o que homens fazem, elas podem fazer ainda melhor.

E nem é preciso dizer que o filme passa com folga no Teste de Bechdel, o qual é feito com apenas três simples itens: 1) é preciso que a produção tenha mais de uma mulher, 2) que elas conversem entre si sobre 3) algo que não seja um homem. Parece um teste bobo, mas muitos filmes não passam nele, o que não é o caso de “Oito Mulheres e Um Segredo”.

5. Isso significa que os homens ocupam o segundo lugar

Há homens em “Oito Mulheres e Um Segredo”, mas eles não são o foco da narrativa. Aliás, quando Lou (Cate Blanchett) sugere a Debbie (Sandra Bullock) que coloquem um homem na equipe, ela logo recusa a ideia. E ela faz isso certa de que as mulheres dão conta da missão. 

E vale lembrar que, em filmes protagonizados por homens, as mulheres geralmente acabam em papéis com pouca profundidade, tornando-se interesses românticos ou princesas esperando ser resgatadas. Nesse filme, não há donzelas em perigo e são os homens que acabam se tornando os coadjuvantes.

6. Os ternos de Cate Blanchett

Se a personagem de Anne Hathaway é a melhor de todo o filme, os ternos utilizados por Cate Blanchett são os melhores figurinos em quase duas horas de fita. O look de Lou, sua personagem, tem uma inspiração no rock ‘n’ roll e nos anos 70. Sarah Edwards, a figurinista de “Oito Mulheres e Um Segredo”, contou ao site Fashionista que trabalhou com a marca Burberry na confecção das roupas de Blanchett, sendo uma delas inspirada em Keith Richards, guitarrista da banda Rolling Stones.

Pode parecer algo bem superficial, mas os ternos de Cate roubam a cena. É preciso ver para entender a beleza da sua personagem e de seu guarda-roupa.

7. O filme tem ido muito bem na bilheteria

O filme é leve, divertido e conquistou o público no final de semana de estreia nos Estados Unidos. Entre sexta-feira e domingo, o longa arrecadou mais de US$ 41 milhões, superando a estreia de “12 Homens e Um Segredo”, filme que arrecadou US$ 39,1 milhões quando estreou em 2004. No Brasil, as oito mulheres também ficaram em primeiro lugar, faturando R$ 6 milhões no fim de semana.

E Hollywood dizia que filmes protagonizados por mulheres não vendiam, né?

8. Incentivo a mais produções femininas

Por fim, mas não menos importante: apoiar filmes protagonizados em mulheres permite que mais produções femininas aconteçam. Esse é o poder que nós, enquanto público, temos em nossas mãos para fazer com que as coisas aconteçam. Ao comprar seu ingresso para ver mulheres, negros e LGBTs, estamos sinalizando aos estúdios que é isso o que queremos continuar vendo.

E a julgar pelas críticas positivas e sucesso de público que “Oito Mulheres E Um Segredo” vêm recebendo, é garantia que você dificilmente sairá arrependido. E mesmo que não goste (o que eu duvido), continue assistindo a filmes feitos por e sobre mulheres. Assim, ajudamos a criar mais oportunidades de trabalho para elas, e forçamos a indústria cinematográfica global a melhorar a forma como representam as experiências femininas.

Chegou até aqui? Agora é desligar qualquer tela que você esteja lendo isso e correr para o cinema. Bom filme!