O peso da homofobia na vida de uma garoto negro é tema do clipe “1-800-273-8255”, do rapper Logic

18. agosto 2017 POP 0
O peso da homofobia na vida de uma garoto negro é tema do clipe “1-800-273-8255”, do rapper Logic

O rapper Logic, Alessia Cara e Khalid lançaram ontem (17) o clipe para a música “1-800-273-8255”, cujo título é o número da Linha Nacional de Prevenção ao Suicídio dos Estados Unidos. O vídeo, assim como a canção, tratam do suicídio, destacando o peso que a homofobia pode ter na vida de uma pessoa.

Na produção, Coy Stewart dá vida a um menino negro, que é como qualquer criança na infância. Na adolescência, o garoto vai descobrindo sua sexualidade com seu crush, interpretado pelo ator Nolan Gould, mas as coisas não caminham bem, pois seu pai (Don Cheadle) expulsa o filho de casa, enquanto o pai do menino pelo qual é apaixonado, também não gosta nada do envolvimento dos dois.

Daí para frente, a vida do adolescente só piora: sem casa e sem amigos, o estado da sua saúde mental vai ficando ruim, a ponto de contemplar o suicídio. Felizmente, ele liga para a Linha Nacional de Prevenção ao Suicídio e consegue o apoio necessário para seguir em frente. 

Segundo estudos, jovens LGBT têm mais chances de cometer suicídio em comparação aos jovens heterossexuais. O preconceito dentro de casa é um fator que leva muitos deles a tentar tirar suas próprias vidas. E o índice é ainda maior entre pessoas trans: 40% delas já tentaram se matar. 

Portanto, ao destacar um menino gay contemplando suicídio, Logic joga uma luz sobre um tema pouco discutido e que merece atenção.

Sobre “1-800-273-8255”, o rapper falou sobre a letra ao site Genius.

“O primeiro refrão e verso é a perspectiva de alguém que está ligando para pedir ajuda e que quer cometer suicídio. Ele quer se matar. Ele quer acabar com a própria vida. Quando eu fiz uma turnê de ônibus, que começou em Los Angeles e terminou em Nova York, eu fiz uma turnê com meus fãs. Eu ia até a casa deles, comia com eles, nós saíamos, eu colocava meu álbum para eles antes de ser lançado. Era só eles e outras pessoas que estavam na turnê. Eram fãs que eu conheci aleatoriamente, e eles diziam coisas como: ‘sua música salvou minha vida. Você salvou minha vida’. E eu dizia que era legal eles dizerem aquilo e agradecia. eu dava um abraço neles, mas eu só conseguia pensar: ‘como assim?’ E eles falavam sério. Eu nem tinha a intenção de salvar a vida de ninguém. Foi então que me ocorreu: o poder que eu tenho enquanto artista com uma voz”.