Nunca tirem o palco de Anitta, ela nasceu para estar lá

28. agosto 2016 POP 0
Nunca tirem o palco de Anitta, ela nasceu para estar lá

Anitta é uma máquina de fazer música virar hit. Anitta é uma máquina de fazer show bom. Anitta é uma máquina pop de alta qualidade.

A gente dançou “Show das Poderosas” em 2013 pensando que seria “one hit only” da recém-chegada ao pop brasileiro, Anitta. Sem descansar, em 2014, ela lançou hit atrás de hit: “Blá Blá Blá”; “Cobertor”; “Na Batida”; “Ritmo Perfeito”; e “No Meu Talento”. E quando menos esperávamos, veio “Bang” (música, e nome do terceiro álbum) em 2015, que ainda conta com outro hit, “Essa Mina É Louca”. Pensa que Anitta iria dar uma pausa em 2016? Chegou a recente colaboração com o colombiano Maluma, “Sim ou Não”. O clipe da faixa quebrou recordes pessoais da cantora, e já é um sucesso em menos de um mês de lançamento.

Ano após ano, Anitta nos mostrou que não veio para brincar. Foi ela quem introduziu o estilo “pop-funk”, que agora é uma mistura de vários ritmos nacionais. E no show da turnê “Bang” isso fica muito evidente. Ela canta samba, canta pop, canta hip hop, canta reggaton, e veja só… Canta funk.

Fomos cobrir o show dela em Curitiba no último sábado (27). E olha, expectativas foram superadas e ficamos “babando”. Mesmo sendo fã, e acompanhando a carreira da Anitta desde de “Meiga e Abusada”, eu nunca tive a chance de ir a um show dela. Sempre via os clipes, apresentações, vídeos dos shows do Youtube, mas nada se compara com o ao vivo.

Retomando, a mulher é uma máquina. Com uma hora e meia de show, ela não para um segundo. Canta sem playback ou base todas as músicas. Sabe a hora certa de dançar (e como dança). Interage com o público todo o momento. Parece que não cansa!

Ela não brinca quando o assunto é show. Quando perguntavam a ela sobre os investimentos para shows, Anitta sempre falou que era essencial o investimento tanto na banda, quanto no balé que a acompanham os shows. E fez muita diferença. A banda trouxe nova roupagem com diferentes arranjos para as músicas. O balé é um show à parte, com o melhor do hip hop e muita brincadeira. Sim, brincadeira. Em torno de 15 minutos, que é basicamente o balé e Anitta dançando os hits do ano e muito funk bem livres no palco.

Com a casa lotada, ela não deixou ninguém parado. Até no segmento em que cantou as músicas mais lentas e românticas, sozinha no palco, conseguiu atrair toda a atenção. Era fácil olhar para o público e ver casais abraçados, cantando junto as canções.

Mas quando chegou o hora de rebolar a bunda, ah, ela não fez pouco. Convenhamos, ela “inventou o quadradinho” no funk. Tem que rebolar – e muito. E de funk, ela manda de tudo, desde “Malandramente”, até a música nova da amiga Ludmilla, “Bom”.

Anitta tem uma voz inesquecível. Esse é um dos pontos mais fortes da cantora. Ela conseguiria cantar “Parabéns”, e nós saberíamos que seria ela cantando. Além disso, Anitta trabalhou muito pra chegar onde chegou. Para saber um pouco mais sobre essa trajetória, escrevemos sobre isso aqui. Não é por nada, mas Anitta é uma artista necessária para o nosso cenário pop.

Já pude conferir de perto dois shows internacionais, Fifth Harmony e Katy Perry, e posso falar que Anitta não fica atrás delas. Aliás, arrisco dizer, que por experiência pessoal, o show da Anitta me fez mais satisfeito, do que os outros dois citados. Ela, de alguma maneira, me deixou mais a vontade, mais surpreso, e mais animado. Saí do show gritando “Anitta é uma Deusa, repassem”.

Anitta: uma máquina que funciona muito bem; ela nasceu pra ficar no palco, e de lá ninguém vai tirá-la.


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