Novo comercial da Nike traz uma dançarina trans que você precisa conhecer

Novo comercial da Nike traz uma dançarina trans que você precisa conhecer

O mês do Orgulho LGBT já acabou, mas isso não significa que as comemorações devem parar. Pelo contrário, sempre é tempo de demonstrar seu orgulho e elogiar iniciativas de marcas que apostam na diversidade na hora de fazer suas campanhas publicitárias.

Uma delas é a Nike, que trouxe uma dançarina trans em um recente comercial para a coleção #BeTrue. Ela é Leiomy Maldonado, considerada a “Mulher-Maravilha da Vogue”. Vogue, para quem não conhece, é um estilo de dança que era muito popular entre a população LGBT negra e latina dos Estados Unidos em décadas passadas, uma época em que ser lésbica, gay, bissexual e trans era muito mais difícil do que é hoje. A dança, contudo, tornou-se conhecida depois que Madonna a levou para o mainstream na década de 90.

“Seja verdadeiro com a igualdade. Quebre barreiras. Aceite todos os atletas. Obrigada, Nike, pela oportunidade e plataforma para dividir minha história com o mundo”, escreveu Leiomy no Instagram. Ela é a segunda pessoa trans a participar de uma campanha da Nike. A primeira foi o atleta Chris Mosier, no ano passado.

No vídeo, a dançarina aparece dançando e treinando, enquanto Precious Angel Ramirez, uma ativista trans, pergunta: 

‘Ei, Lei, o que você fez para deixar uma marca nesse mundo? Quais montanhas vocês escalou? Quais anjos deram-lhe suas asas? Quais céus você voou? Quando você chegou ao céu, quem te segurou quando você caiu? Alguém também disse a você que você o salvou, assim como me salvou? Que estão consertando suas asas e erguendo-as para o sol, apenas para sentar e assistir você voar? Então vá em frente, Lei. Voe”.

A Nike tem feito um esforço nos últimos anos para diversificar sua comunicação e tocar em temas políticos. Além de atletas trans, a marca também fez um comercial sobre a desigualdade racial nos Estados Unidos e fez um filme publicitário com atletas de hijab, o tradicional véu islâmico.

O vídeo com Leiomy Maldonado é significativo não apenas por apresentar uma dançarina trans, mas também por dar visibilidade a uma dança que nasceu entre os excluídos. Não foi Madonna quem começou o Vogue, apesar de boa parte do mundo achar que foi ela a responsável por inventar a dança. Isso é grande e é importante.

Vamos dar o crédito a quem ele deve ser dado. Ponto para a Nike.


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