Não aplaudir Casey Affleck no Oscar é algo “que fala por si só”, diz Brie Larson

09. março 2017 Famosos 0
Não aplaudir Casey Affleck no Oscar é algo “que fala por si só”, diz Brie Larson

Quando Casey Affleck levou o Oscar de Melhor Ator por sua atuação no filme “Manchester à Beira-Mar”, a internet não reagiu bem à notícia, e tratou logo de relembrar as acusações de assédio sexual que fazem parte do passado do artista.

E sabe quem mais não gostou disso? Brie Larson, que se viu obrigada a entregar o prêmio para ele no Oscar. Para demonstrar sua insatisfação com a situação, a atriz não o aplaudiu depois de anunciá-lo como vencedor da famosa estatueta dourada. Foi um gesto sutil, que pode ter passado despercebido para alguns, mas que não foi ignorado pelos olhos mais atentos, os quais foram rápidos em elogiar a decisão da artista.

Brie Larson, para quem ainda não sabe, é feminista, e vem utilizando sua plataforma para jogar uma luz sobre a violência contra as mulheres. No ano passado, ela ganhou o Oscar de Melhor Atriz justamente pelo papel de uma mulher que havia sido estuprada e mantida em cativeiro por um homem. Em outras palavras, ela foi premiada por interpretar a dor de uma mulher que foi vítima de abuso. E quando Lady Gaga, ainda em 2016, levou sobreviventes de violência sexual para o palco da mesma premiação, Brie fez questão de abraçar cada uma delas.

Porém, com a sutileza do seu gesto em não aplaudir Casey Affleck que, houve um debate se aquilo foi uma forma de protesto por parte da artista. Mas se você ainda tinha qualquer dúvida, a atriz confirmou que sua reação foi proposital.

“O que quer que eu tenha feito no palco falou por si só”, comentou Brie à revista Vanity Fair na première de seu novo filme, “Kong: A Ilha da Caveira”. “Eu disse tudo o que precisava dizer sobre esse assunto”.

Ela também acrescentou que espera que seus filmes possam criar uma mudança positiva no mundo, especialmente em uma época em que Donald Trump é o presidente dos Estados Unidos.

“Há um sentimento de alegria e exaustão com cada filme, mas a esperança que fica é de que toda a exaustão valha a pena e que você consiga dividi-la com o mundo. É por esse motivo que eu faço filmes”, explicou. “Você espera que ele reverbere e crie uma mudança nas opiniões e, com sorte, para melhor”.

E no que diz respeito a Casey Affleck, o ator chegou a comentar  as acusações de assédio sexual, mas limitou-se a dizer que “qualquer forma de abuso contra qualquer pessoa por qualquer motivo é inaceitável e detestável, e todo mundo deveria ser tratado com respeito no local de trabalho e em qualquer lugar”.

“Não há nada que eu possa fazer sobre isso a não ser viver a minha vida do jeito que a vivo e falar sobre quais são os meus próprios valores e como eu tento vivê-los o tempo todo”, afirmou o artista ao jornal Boston Globe.

Mas se você não compra essa conversa, saiba que Kenneth Lonergan, que dirigiu Casey no filme “Manchester à Beira-Mar”, não só acredita, como se deu ao trabalho de escrever um artigo defendendo seu ‘bróder’ de um estudante que havia escrito um outro artigo sobre as acusações feitas contra o ator.

“Foi alegado, por meio de uma ação judicial, que Casey assediou sexualmente duas mulheres com quem trabalhou anteriormente. Casey as denunciou como sendo totalmente fabricadas. Assim como muitas ações judiciais, ela foi resolvida fora do tribunal de forma consensual mútua sob termos não divulgados. Em outras palavras: nada foi provado ou refutado”.

Eu não sei você, mas se eu tiver que escolher um lado, eu continuo com Brie.