Mulher brasileira precisa de mais autonomia, diz Ana Paula Padrão

02. setembro 2015 Televisão 0
Mulher brasileira precisa de mais autonomia, diz Ana Paula Padrão

O programa culinário Masterchef, da Band, vai se aproximando do final, com apenas três participantes na disputa: Izabel, Raul e Jiang. A atração, que é um sucesso de audiência, está na sua segunda temporada e ganhará mais uma edição, em outubro deste ano, com crianças pilotando o fogão. Os chefs Henrique Fogaça (Sal Gastronomia), Erick Jacquin (Tartar&Co) e Paola Carosella (Arturito) são os responsáveis por avaliar os pratos dos cozinheiros e a apresentação fica a cargo da jornalista Ana Paula Padrão.

No mês de agosto, Ana Paula e Paola participaram da 41ª edição do CONARH, evento voltado aos profissionais de recursos humanos, onde falaram sobre gestão de pessoas, liderança e a participação das mulheres no mercado de trabalho. “Como dirigir pessoas, como formar equipes, como incentivá-las, como mantê-las unidas, como fazer com que elas acreditem naquilo que estão fazendo… Para mim, talvez, seja a coisa mais importante”, disse a chef argentina em entrevista à Revista Melhor. “Não é somente juntar pessoas, pagar um salário, e falar ‘bom, agora você cozinha’. Elas têm que colocar o coração no que fazem”.

Ana Paula Padrão, que além de jornalista e apresentadora, também possui uma agência de comunicação, a Touareg, e um portal de notícias com cursos online e dicas de carreira, focado no público feminino, o Tempo de Mulher, contou à Revista Melhor que a época em que mulheres precisavam buscar equilíbrio entre casa, filhos e trabalho já passou. “Durante muitos anos, a gente ficou equilibrando aqueles 30 pratinhos e discutindo a dupla jornada e a tripla jornada”, afirma Ana Paula.

“Todas concluímos que, para ser feliz, a gente precisa fazer escolhas e não ficar atendendo uma agenda o tempo inteiro. E quando a gente coloca na nossa frente os vários papéis que a gente representa todo dia, e temos que fazer escolhas diante deles, a gente tem que pensar que a gente não tá renunciando a nada. A gente está adquirindo mais felicidade, extraindo mais felicidade daquilo que está na nossa frente, [do] que a gente realmente gosta de fazer”.

Por fim, a jornalista acredita que é preciso que as mulheres se conheçam mais, a fim de não se anularem e fazerem escolhas que as beneficiem. “Nem sempre é fácil descobrir o que te deixa feliz. Quando você põe na sua frente o seu trabalho, a questão da maternidade, a questão dos relacionamentos, a questão da administração da casa, da vida, dos pequenos prazeres pessoais, a auto indulgência. Você acha ali onde você realmente é feliz?”, indaga.

“Eu dou palestra para duzentas, quinhentas, mil mulheres, e pergunto ‘quem aí sabe o que te deixa feliz’? Todo mundo levanta a mão. E quando você vai perguntar, a resposta tá associada a um filho, por exemplo. ‘Quando meu filho passa de ano no colégio’. Não! O que te deixa feliz? ‘Me deixa feliz quando meu marido chega em casa no final de semana bem e a gente pode curtir um jantar romântico’. Não! Eu tô falando de você. Faz de conta que o mundo sumiu durante 24 horas, o que te deixa feliz? E a mulher tem dificuldade de responder isso. Então, para fazer escolhas, ela vai precisar se entender, ela vai precisar pensar muito sobre aquilo que a deixa feliz. E isso é um mergulho profundo em si mesma. E isso vai desafiar as empresas, porque as empresas não estão, ou nem sempre estão preparadas para mergulhos muito profundos”.

A entrevista com Paola Carosella e Ana Paula Padrão pode ser conferida abaixo: