Meus 5 filmes preferidos da vida toda

27. fevereiro 2015 Cinema 14
Meus 5 filmes preferidos da vida toda

Semana passada eu lancei um desafio pro Fernando, que escreve para cinema aqui no blog, para escolher seus 5 filmes preferidos. Ele deu uma pensada e me perguntou os meus. Eu não entendo nada de coisas técnicas. Filme bom, para mim, é o que mexe comigo; que a história me faz pensar e me emociona.

Por isso, não brigue comigo se os meus 5 filmes aqui não forem “tecnicamente” bons. O Fernando vai fazer a lista dele depois. Aqui vão os meus:

5 – Julie & Julia:

Acho que já assisti “Julie & Julia” centenas de vezes. O filme é baseado na história real de Julie Powell, uma mulher casada e frustrada com seu emprego, que resolve fazer um blog onde relata suas experiências ao tentar cozinhar o livro de receitas de Julia Child, famosa por escrever um livro de receitas simplificando a culinária francesa para as americanas.

O filme é uma delícia de assistir. Quando não estou inspirado em procurar algo novo no Netflix, sempre recorro a “Julie & Julia”. E sempre dá certo. Rio, me emociono, repenso a vida… Julie investiu sua saúde mental e até do seu casamento para fazer algo que a orgulhasse, que a ajudasse a encontrar a sua identidade e algo que realmente gostasse de fazer.

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“Eu poderia escrever um blog”

Julia Child foi uma mulher que entrou num universo completamente dominado por homens, foi desacreditada pela diretora da escola, mas superou tudo para mostrar que poderia cozinhar. E publicar um livro. Conseguiu os dois e, de quebra, ainda foi apresentadora de televisão.

Amy Adams e Meryl Streep estão sensacionais no filme. “Julie & Julia”, desculpe o clichê, é uma história deliciosa!

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4 – Comer Rezar Amar:

Algo que eu nunca contei aqui, mas nunca é tarde: eu AMO filmes que tenham comida, viagem e auto-descobrimento. É minha receita de filme. E “Comer Rezar Amar” reúne tudo isso. Assisti ao filme antes de ler o livro. Então não passei pela famosa decepção “o livro é muito melhor do que o filme”, mas realmente, o livro é bem melhor, ainda assim, o filme me agrada. E muito.

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Sabe o que eu senti quando acordei? Nada. Nem paixão, nenhuma faísca, nem fé, nem coração. Absolutamente, nada”

Elizabeth Gilbert é uma escritora americana muito, mas muito confusa. Assim como eu. Talvez tenha sido isso que me prende tanto à sua história. Ao se divorciar de um marido que, em tese, lhe garantia uma ótima vida, ela entra de corpo e alma em outro, com um homem mais novo, que lhe apresenta novas percepções de vida. No entanto, ela percebe, mais uma vez, “sumiu” dentro de um relacionamento. Esse é um dos momentos que eu mais gosto no filme, quando o marido de uma amiga diz a ela:

“Sabe aquele ditado de que os donos se parecem com seus cachorros? Você parecia com o Steven. Agora se parece com o David”.

É a gota d’água para ela, que busca encontrar a sua identidade e encontrar um equilíbrio em sua vida. Ela termina com o namorado e parte em um ano sabático. Os destinos escolhidos por ela são a Itália, onde aprenderia a língua que ela tanto admira e aprenderia a comer sem culpa; Índia, onde ela encontraria sua espiritualidade; e a Indonésia, local onde aprenderia a ter equilíbrio em sua vida.

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“Quero ir a um lugar onde eu possa me maravilhar com algo”

Com todos os problemas que o filme tem (o maior para mim, talvez seja o fato de não haver um brasileiro de verdade interpretando seu futuro namorado, o que deixa a atuação de Javier Bardem terrível), ainda acho uma delícia de assistir. O livro eu releio sempre que posso, porque possui insights primorosos sobre vida e espiritualidade. E eu gosto de filmes de autoajuda.

3 – Na Natureza Selvagem:

“Na Natureza Selvagem” mexe muito comigo. Talvez eu goste de adaptações cinematográficas de livros. E de biografias. O filme é inspirado no livro de mesmo nome, escrito por Jon Krakauer. O longa conta a história de Christopher McCandless, que após formar-se na faculdade e realizar o sonho dos pais, doa todo seu dinheiro e some nos Estados Unidos. Seu objetivo é chegar ao Alasca.

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“Eu não entendo por que todo mundo é tão ruim com os outros tão frequentemente”

Nada o detém e nada parece dar medo nele. As pessoas que conhece em sua jornada são tão incríveis quanto ele. O jovem questiona desde a forma em que a sociedade é estruturada, até relacionamentos e ideais do que é realmente ser livre hoje em dia.

No meio de sua caminhada ao frio do norte americano, Christopher adota a identidade de Alexander Supertramp. Além de imagens e reflexões poderosas, o longa busca não só contar uma história, mas fazer com que repensemos nosso conceito de liberdade. Afinal: ainda que conquistemos a igualdade plena (e utópica) entre todos os indivíduos; sem dinheiro, quem somos nós?

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“Algumas pessoas sentem como se não merecessem o amor. Elas entram em cada espaço vazio tentando fechar os buracos do passado”

2 – As Vantagens de Ser Invisível:

Acho que nunca assisti a um filme adolescente que retratasse a adolescência tão bem. A busca pela identidade, a tentativa de encaixar-se em algum grupo, as inseguranças da idade, a descoberta da sexualidade, está tudo bem representado em “As Vantagens de Ser Invisível”.

Charlie sempre foi aquele menino invisível nas escolas por onde passou. Tímido, o menino possui uma dificuldade imensa em fazer amigos. Ao conhecer Patrick e Sam, sua vida muda totalmente, já que finalmente conhece pessoas que o aceitam exatamente como é.

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“Eu me sinto infinito”

Esse é outro filme baseado em um livro. E posso dizer que não decepciona em nada. O próprio autor da história, Stephen Chbosky foi quem escreveu o roteiro do filme, então, acho que o motivo para o longa não decepcionar seja esse. Aqui vai até uma confissão: “As Vantagens de Ser Invisível” foi até tema em uma das minhas sessões de terapia. Eu me via muito no personagem principal, mas não vou entregar mais do que isso.

Se ainda não assistiu, fica aqui a recomendação! 🙂

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1 – 500 Dias Com Ela:

Primeiríssimo lugar vai para “500 Dias Com Ela”. Amo, amo, amo esse filme. De todos desta lista, acho que é o único que eu reassisti mais vezes. A história gira em torno de Tom e Summer. Ele é daqueles românticos incorrigíveis, que só acreditam que a vida tem qualquer sentido quando encontramos o amor de nossas vidas. Ela já não partilha do mesmo pensamento. Já viu, né?

Apesar de parecer mais uma daquelas comédias românticas que cansamos de assistir, “500 Dias Com Ela” é diferente. De forma não-linear, acompanhamos todo o relacionamento dos protagonistas e, assim como Tom, também procuramos os sinais para saber o que deu errado ali. Talvez, num primeiro momento, você fique com um ódio da Summer. Muita gente fica e eu também fiquei.

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“Eu preciso saber se você não vai acordar de manhã e sentir-se diferente”

Assistindo mais vezes, consigo perceber que não há nada de errado, somente que ela não sentiu com ele o tal do “amor”. Não sentiu a emoção. Não deu o “clique”. Tom é um fofo e tal, mas não deu certo com Summer. E isso o quebra de forma intensa.

“500 Dias Com Ela” também já foi tema de terapia. Eu me via um pouco em cada personagem, até descobrir que eu era mais Summer mesmo. O que não é ruim (talvez).

O filme é maravilhoso, encantador, Joseph Gordon-Levitt e Zooey Deschanel fizeram um par incrível, a trilha sonora é linda… Enfim, só tenho elogios para “500 Dias…” <3

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Gostou da minha lista? O Fernando vai postar a dele ainda, mas eu quero saber a sua também. se você possui uma lista como essa, comente aí, faça uma no seu blog e divida o link comigo. Gosto muito de saber o que cada um gosta de assistir! Até a próxima!

Gifs: via, via, via, via, via, via, via, via, via