Marsha P. Johnson, nome importante no movimento LGBT, é tema do novo documentário da Netflix

13. setembro 2017 Cinema 0
Marsha P. Johnson, nome importante no movimento LGBT, é tema do novo documentário da Netflix

Um dos nomes mais importantes da história do movimento LGBT ganhou um documentário sobre sua vida e morte. Trata-se de Marsha P. Johnson, uma mulher transgênera negra que participou da Rebelião de Stonewall, em 1969, e que tornou possível para lésbicas, gays, bissexuais e pessoas trans um pouco mais de visibilidade e direitos nos dias de hoje.

“The Death and Life of Marsha P. Johnson” traz a luta da ativista transgênera latina Victoria Cruz para desvendar o que realmente aconteceu com Marsha, a qual foi encontrada morta em um rio, em 1992, em um caso mal explicado e considerado suicídio pela polícia. O filme, porém, contesta essa versão. “É difícil acreditar que ela se matou”, diz um rapaz em uma cena. “Muitas pessoas acham que foi uma assassinato”, completa uma mulher.

Mas além de tentar desvenda o mistério por trás da morte da ativista, o documentário reforça a importância de sua figura histórica. “Ela era a Rosa Parks do movimento LGBTQ”, diz uma voz. “Eu fui agredida. eu fui jogada na cadeia. Eu perdi meu emprego por querer libertação. Revolução agora”, grita Marsha em um discurso.

Assista ao emocionante trailer abaixo:

“The Death and Life of Marsha P. Johnson” não é a primeira obra a recontar a vida da militante trans, que só em tempos recentes vem recebendo o merecido reconhecimento por sua luta e contribuição para o movimento LGBT.

O livro “Stonewall: The Riots That Sparked the Gay Revolution”, de 2004, escrito por David Carter, e o documentário “Pay It No Mind: The Life and Times of Marsha P. Johnson”, de Michael Kasino, também jogam uma luz sobre a vida de Johnson, que nasceu em Nova Jersey, mas se mudou para o bairro de West Village, em Nova York, em 1967.

Segundo testemunhas, foi Marsha quem atirou o primeiro tijolo no bar Stonewall Inn, local onde lésbicas, gays, bissexuais, pessoas trans e drag queens se encontravam e que era alvo constante de batidas policiais. Em junho de 1969, após mais uma invasão, os clientes decidiram protestar e assim começou o movimento LGBT moderno. 

“Tão importante quanto o papel de Marsha na construção da base do movimento LGBT e na formação dos primeiros grupos pelos direitos de pessoas trans, ela adotou uma postura de alegria, como uma ferramenta política. Ela lutou por liberdade e poder ao agir dessa maneira”, disse David France, diretor  de “The Death and Life of Marsha P. Johnson”, em uma entrevista no Festival de Cinema de Tribeca.

O documentário chega à Netflix no dia 6 de outubro.


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