Mariah Carey lançou álbum novo e… É mais do mesmo!

11. junho 2014 POP 0

Assim como eu não sou nenhum crítico de cinema, também não sou nenhum crítico de música. No entanto, preciso colocar isso para fora. A grande Mariah Carey, dona de respeitáveis 18 singles em primeiro lugar nos Estados Unidos (ficando atrás apenas dos Beatles, que possuem 20 #1), lançou no dia 27 de maio seu novo álbum de inéditas, depois de quase 5 anos (e vários adiamentos) sem lançar um CD novo. “Me. I Am Mariah… The Elusive Chanteuse” (Eu. Eu sou Mariah… A Cantora Ilusória, em tradução para o português) vem com 14 músicas na versão standard e 18 na versão deluxe.

Entre o último álbum, o “Memoirs Of An Imperfect Angel” e o atual, se passaram 4 anos. Mariah teve filhos, participou como jurada no American Idol, e tudo isso contribuiu para o atraso de um novo CD. Em 2012, ela até lançou o single “Triumphant (Get ‘Em)”, que tem a participação Rick Ross e Meek Mill, mas não fez o sucesso esperado.

Ainda em 2012, ela lançou a música “Almost Home”, para a trilha sonora do filme “Oz: Mágico e Poderoso”, da Disney.

Em 2013, ela lançou “#Beautiful”, que tem a participação do cantor Miguel. Baladinha gostosa de ouvir, fez um sucesso meio tímido. No final do mesmo ano, ela lançou a linda “The Art Of Letting Go”. Me lembrou muito aquela Mariah Carey de anos atrás, com aquele vozeirão, encantando só por abrir a boca. No entanto, não decolou. Uma pena.

O novo álbum veio no dia 27/5, depois de ser adiado várias vezes. Apesar do título estranho, a expectativa para o 14° trabalho da cantora era grande. Eu fiquei empolgado, porque gosto muito dela. Mas, baixei o CD novo e… É bom, mas é mais do mesmo, né? Nada diferente do que ela já tenha feito.

Não que suas músicas antigas não sejam boas. Até hoje, músicas como “Hero”, “My All”, “Vision of Love” e tantas outras ainda estão entre as minhas preferidas de toda a vida. O mundo que me perdoe, mas eu acho que ninguém consegue fazer uma balada mais bonita quanto a Mariah Carey. Ela põe emoção na música, faz aqueles saltos com a voz… Enfim, ela é ótima, mas parece que evita se arriscar. Pode não ser muito prudente mudar o estilo que a consagrou, mas parece que não há uma evolução grande entre um trabalho e outro.

“Me. I Am Mariah …” é um álbum gostoso de ouvir . O CD abre com “Cry.”, que segue o estilo de “The Art of Letting Go”. Algumas canções lembram os anos 80, como “Dedicated”. “Thirsty” segue o estilo hip-hop que ela já vinha trabalhando nos últimos álbuns. Seguindo Beyoncé, Mariah também colocou seus filhos para cantarem na faixa “Supernatural”. Para fechar, “Heavenly (No Ways Tired / Can’t Give Up Now)” é aquela música gospel arrasa quarteirão. “One More Try”, regravação de George Michael é mais uma música parecida com tudo o que ela fez. Na versão deluxe estão “It’s a Wrap”, com participação de Mary J. Blige, e “Betcha Gon Know”, com o rapper R. Kelly. Ambas vieram de um álbum de remixes que nunca saiu do papel.

You’re Mine (Eternal) foi single, ganhou clipe, mas não emplacou. E a música é tão bonita…

Ou seja, “Me. I Am Mariah… The Elusive Chanteuse” é bonito. Mas parece que a cantora ainda aposta nas mesmas fórmulas que fizeram ela ser quem é hoje. Respeito isso, mas ainda parece que a música não amadurece, sabe? Parece música que uma artista de 20 anos cantaria. Ela ainda me encanta, mas acho que podia fazer diferente, ao invés de fazer mais do mesmo.

Abaixo você confere um vídeo onde a própria Mariah Carey conta de onde surgiu a inspiração para o nome de seu novo álbum.