Lily Collins fala sobre luta contra transtornos alimentares e como seu novo filme a ajudou a fazer as pazes consigo mesma

26. Janeiro 2017 Famosos 0
Lily Collins fala sobre luta contra transtornos alimentares e como seu novo filme a ajudou a fazer as pazes consigo mesma

Em um tempo em que a aparência – sobretudo de meninas e mulheres – é hipervalorizada e cobrada a todo instante, transtornos alimentares acabam se desenvolvendo com muita facilidade. A busca incessante por um ‘corpo perfeito’ leva muitas pessoas a verem seus próprios corpos de forma distorcida, o que faz com que vomitem o que acabaram de comer ou até mesmo a parar de comer.

Doenças como a bulimia e anorexia não são incomuns. Segundo o Manual de Psiquiatria de diagnóstico de distúrbios mentais, publicado pela Associação Americana de Psiquiatria, estima-se que uma a cada cinco mulheres sofra com algum tipo de transtorno alimentar, sendo mais frequente em jovens mulheres, entre 12 e 24 anos. Ou seja, precisamos falar mais sobre isso.

Uma boa forma de estimular uma discussão sobre o assunto é por meio das artes. E o filme “To The Bone”, primeiro trabalho como diretora em um longa de Marti Noxon (“Buffy: A Caça-Vampiros”, “Glee” e “UnREAL”), quer dar um passo nessa direção. A obra que também foi escrita por Noxon, narra a luta de Ellen, uma menina de 20 anos que luta contra a anorexia. E essa história é próxima da diretora e roteirista, a qual também teve o distúrbio.

“Dos meus 14 anos até os meus 20 e poucos anos, eu era anoréxica e então bulímica”, ela contou ao Deadline. “Sinto que só houve filmes na TV sobre o assunto. Acho que o problema não melhorou desde que eu era criança, por isso, eu quis tentar trazê-lo para as grandes telas com um pouco de humor e a perspectiva que eu tenho, agora que sou mais velha”.

Para o papel principal, a atriz escalada foi Lily Collins (“Simplesmente Acontece” e “Espelho, Espelho Meu”), que também lutou contra transtornos alimentares quando era mais nova.

“Eu fui atraída pelo projeto porque eu sofri com distúrbios alimentares”, contou a artista à mesma publicação. “Foi algo que ressoou forte comigo. Acho que é muito importante contar essa história de uma forma que não crie um distanciamento. É sobre um tópico que é tabu, mas que está se tornando cada vez mais prevalente entre jovens homens e mulheres. Achei que seria muito terapêutico, para mim, entrar de novo nesse mundo a partir de uma perspectiva quase adulta, e olhar novamente para a minha experiência sem ter vergonha, e contar essa história para abrir uma conversa com outros jovens por aí”.

Em uma foto postada no Instagram, Lily acrescentou:

“Estou tendo calafrios, mas sentido-me livre. Esse é um grande momento para mim. Assumir meu passado, abrir-me e não ter vergonha ou arrependimentos sobre minhas experiências. Dividir minha história com transtornos alimentares e como esse filme é pessoal tem sido uma das experiências mais enriquecedoras da minha vida. Obrigada a todos por seu amor e carinho. Estou mandando tudo isso para vocês também (especialmente hoje!). E lembrem-se: vocês nunca estão sozinhos”.

E para não deixar essa discussão importante acabar, a equipe de “To The Bone”, o qual estreou no Festival de Sundance deste ano e já foi adquirido pela Netflix, fez um vídeo com 9 verdades que todos deveriam ter em mente sobre transtornos alimentares:

“Verdade número 1: muitas pessoas com transtornos alimentares parecem saudáveis. Ainda assim, elas podem estar extremamente doentes.
Verdade número 2: não se deve culpar as famílias. Elas podem ser os melhores aliados para os pacientes e para conseguir tratamento.
Verdade número 3: o transtorno alimentar é uma crise de saúde que afeta o funcionamento pessoal e familiar.
Verdade número 4: transtornos alimentares não são escolhas, mas sérias doenças influenciadas biologicamente.
Verdade número 5: transtornos alimentares afetam pessoas de todos os gêneros, idades, raças, etnias, corpos, formas, pesos, orientações sexuais e de qualquer classe social.
Verdade número 6: transtornos alimentares aumentam os riscos de suicídio e complicações médicas.
Verdade número 7: a genética e o ambiente desempenham um forte papel no desenvolvimento de transtornos alimentares.
Verdade número 8: só a genética não pode antecipar quem terá transtornos alimentares.
Verdade número 9: uma recuperação total de um transtorno alimentar é possível. O diagnóstico precoce e intervenção são importantes”.


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