Lena Waithe faz história ao ser a primeira negra a vencer Melhor Roteiro em uma Série de Comédia no Emmy Awards

18. setembro 2017 Televisão 0
Lena Waithe faz história ao ser a primeira negra a vencer Melhor Roteiro em uma Série de Comédia no Emmy Awards

Quando Lena Waithe escreveu o episódio “Ação de Graças”, para o seriado “Master of None”, provavelmente ela não contava que faria história com ele. Mas a atriz e roteirista fez. Em julho, ela já havia sido a primeira negra a ser indicada ao Emmy Awards por Melhor Roteiro e, na noite de domingo (17), ela se tornou, também, a primeira negra a vencer o prêmio nessa categoria.

O capítulo em questão é dedicado à ‘saída do armário’ da personagem de Lena na série, Denise. Por meio de feriados de Ação de Graça, vamos conhecendo mais a sua história e como foi assumir para si mesma e para seus familiares e melhor amigo, Dev (Aziz Ansari), que era lésbica. Para quem não sabe, a narrativa de Denise foi inspirada na vida pessoal da artista que dá vida a ela na produção da Netflix. Foi um dos retratos mais emocionantes e honestos de como é ‘sair do armário’ para muitos LGBTs.

“Eu fui a Nova York visitar os roteiristas e conversar sobre minha vida e o que estava acontecendo, para que eles pudessem tirar algo que queriam, e o Alan [Young, co-criador do seriado] me perguntou como eu saí do armário”, contou Lena ao site Vulture. “Tivemos uma longa conversa sobre isso e como a religião teve um papel importante na minha família, e eu cresci em uma casa de mulheres. Antes de chegar ao meu hotel, Aziz [Ansari, outro criador de “Master of None”] me ligou e disse: ‘nós temos que contar essa história e precisamos que você a escreva. Eu disse a ele que estava muito ocupada e que confiava neles, mas eles disseram: ‘não, você tem que escrever isso’”.

E seu trabalho foi reconhecido: ela e Aziz, com quem divide os créditos do roteiro do episódio, foram premiados no Emmy Awards. Mas quem falou mesmo foi Lena, que fez um lindo discurso e agradeceu a comunidade LGBT.

“Quero agradecer à minha mãe por inspirar essa história e permitir que eu a dividisse com o mundo. Eu te amo, mãe. Obrigada ao Aziz, por me convencer a escrever isso juntos. Eu te amo para sempre”, disse, agradecendo à Netflix e outras pessoas envolvidas na criação do capítulo que escreveu. “Por último, mas não menos importante, à minha família LGBQTIA: eu vejo cada um de vocês. As coisas que nos tornam diferentes, essas coisas são nossos super-poderes. Todo dia que você sai de casa e veste sua capa invisível imaginária, vá e conquiste o mundo. Pois o mundo não seria tão lindo se nós não estivéssemos nele”.

Embora seja 2017 e ainda estejamos vendo os “primeiros” a ganhar alguma coisa em premiações, é ótimo ver que esses obstáculos estejam finalmente caindo. E é maravilhoso que uma mulher negra e abertamente lésbica possa estar recebendo reconhecimento por um trabalho, que vale dizer, ficou muito bem feito.

Parabéns, Lena!


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