John Boyega responde aos comentários racistas que recebeu após sua escalação em “Star Wars”

20. outubro 2015 Cinema 1
John Boyega responde aos comentários racistas que recebeu após sua escalação em “Star Wars”

Ontem, 19, foi lançado o novo trailer de “Star Wars: O Despertar da Força”, deixando todo mundo ainda mais ansioso para o filme, que só chega aos cinemas no final do ano.

Mas enquanto estávamos todos animados, um movimento bem racista e machista acontecia na internet: era um pedido de boicote ao longa, que é protagonizado por John Boyega (Finn) e Daisy Ridley (Rey). Com a hashtag #BoycottStarWarsVII no Twitter, um grupo tentou argumentar de que a saga espacial não estava sendo fiel às suas origens e promovia um “genocídio branco” ao ser estrelado por um ator negro.

Em tempos de protestos nos Estados Unidos por conta da violência policial contra a população negra do país, é cômico ver que há alguém que acredite em “genocídio de pessoas brancas” sendo promovido por Hollywood, uma indústria que oferece poucos papéis para negros – somente 12,5% – e pessoas de outras raças e etnias.

John Boyega, que estrela o sétimo episódio de “Star Wars”, conversou com a V Magazine sobre o assunto, não sobre o boicote, pois a entrevista ocorreu antes dele, mas sobre as críticas racistas que vem recebendo por sua escalação na franquia.

“Foi desnecessário. Estou no filme, o que você vai fazer sobre isso? Você pode curtir ou não. Não vou nem dizer para se acostumar ao futuro, mas ao que já está acontecendo. Pessoas negras e mulheres estão sendo incrivelmente mostrados nas telas. As coisas serem ‘pintadas de branco’ não fazem sentido”.

Algo parecido viveu o ator Michael B. Jordan, o novo Tocha Humana do “Quarteto Fantástico”. Ele também vivenciou a ira dos “fiéis aos quadrinhos” quando foi anunciado para o papel do super-herói, que é branco na HQ. Jordan escreveu um artigo onde lembrou que o mundo é diverso. “Aos trolls na internet, eu digo: tire sua cabeça do computador. Vá lá fora e ande por aí. Olhe para as pessoas perto de você. Olhe para os amigos de seus amigos e com quem eles estão interagindo. Entenda que esse é o mundo em que nós vivemos”.

A ficção científica é mais capaz ainda de explorar a diversidade humana, algo que ainda não faz como deveria, mas há exemplos positivos, além do novo “Star Wars”, como também “Jornada nas Estrelas”. “A sociedade é diversa, não segue um padrão e todos nós precisamos nos identificar com personagens da ficção, seja ela científica ou não, que está aí para nos desprender da atualidade e nos mostrar coisas diferentes, novas sociedades, que nos possibilite divagar e sonhar com outros mundos, outras possibilidades “, escreve Lady Sybylla em um texto sobre diversidade na FC, em seu blog, o Momentum Saga.

E a missão de John Boyega com sua atuação não é apenas representar uma sociedade diversa, mas ajudar a vencer a barreira do preconceito. “Todos os filmes que eu fiz possuíam um comentário sobre mentalidades estereotipadas. É sobre fazer as pessoas largarem seus preconceitos e perceberem que estão assistindo a pessoas normais”, conta o ator à V Magazine. Ele já atuou em “Ataque ao Prédio” e “Meio Sol Amarelo”.

Em “Star Wars: O Despertar da Força”, John vive Finn, cujo personagem sabemos muito pouco, além do que foi oferecido pelo próprio britânico. “É algo que nunca vimos antes. Ao mesmo tempo, Finn espelha as histórias de Luke Skywalker e Han Solo. Ele é diferente, carismático e engraçado. Para mim, ele é o melhor personagem do roteiro”.

Acho que teremos que aguardar a estreia para saber quem é seu personagem, porque só o trailer não deu muitas pistas, né? E a reação de Boyega ao ver a prévia ontem foi igual à nossa, o que quer dizer que, assim como a gente, ele também não vê a hora do lançamento do sétimo capítulo da guerra no espaço.

O novo filme da franquia chega aos cinemas no dia 17 de dezembro no Brasil