Jane Fonda reforça necessidade de luta contra sexismo em Hollywood

28. janeiro 2015 Cinema 0
Jane Fonda reforça necessidade de luta contra sexismo em Hollywood

Aos poucos, parece que as mulheres da indústria cinematográfica vão se levantando contra o sexismo de Hollywood. Em 2014, várias atrizes questionaram os valores machistas em premiações, entrevistas, séries e filmes. Em janeiro, Tina Fey e Amy Poehler apresentaram mais uma vez o Globo de Ouro, na edição mais feminista de sua história. Nesse mesmo evento, as atrizes Jane Fonda e Lily Tomlin aproveitaram o momento onde entregariam o prêmio de Melhor Ator em Série de Comédia, para brincar com o privilégio masculino.

” –  Aqui estamos, em 2015, prestes a anunciar o melhor ator de comédia ou musical.  Sabe, é legal que os homens estão finalmente tendo o reconhecimento que merecem por serem bons em comédia!

– Eu sei, eu concordo, finalmente podemos abandonar aquele estereótipo negativo de que homens simplesmente não são engraçados. 

– Você chegou longe, baby!”

Pois Jane Fonda e Lily Tomlin, que estrearão uma nova série do Netflix juntas, participaram do Festival de Sundance, nos Estados Unidos, onde Jane pediu para que haja um esforço coletivo para constranger o sexismo de Hollywood.

“Os estúdios são, em maioria, comandados por homens e eles têm que saber seus limites. Eles têm medo de dar uma chance para alguém que não é como eles. Há homens que nunca dirigiram filmes multimilionários, mas que ganham esses filmes, mesmo sem um histórico. É uma questão de gênero – não falta de experiência”. É preciso constranger os estúdios por serem tão sexistas”.

Recentemente, um estudo da The New York Film Academy mostrou como as mulheres são retratadas em filmes, a proporção delas nas mais variadas funções cinematográficas e seus salários. O resultado mostra que a atriz mais bem paga de Hollywood, Angelina Jolie (33$), recebeu bem menos do que o ator mais bem pago, Robert downey Jr (75$). O estudo revela ainda que mulheres ocupam bem menos cargos de produção, roteiro, direção, produção executiva e fotografia. O Buzzfeed fez um infográfico bacana sobre o assunto.

Vale acrescentar que no Brasil, as mulheres negras são as que mais sofrem com a falta de diversidade nas produções cinematográficas do nosso país. Pesquisa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) revela que essas mulheres correspondem mais da metade da população feminina brasileira (51,7%), mas foi como se quase não existissem em filmes que datam de 2002 a 2012: nem na frente, nem atrás das câmeras. Foram feitas mais de 218 produções, mas nenhuma contou com mulheres negras na direção ou no roteiro, enquanto as atrizes representam somente 4,4% das atuações no período da pesquisa.