Há mais do que os olhos viram na apresentação de Beyoncé no show do intervalo do Super Bowl

08. fevereiro 2016 POP 0
Há mais do que os olhos viram na apresentação de Beyoncé no show do intervalo do Super Bowl

Aconteceu na noite de ontem (7) a 50ª final do Super Bowl, evento que marca o final da temporada do futebol americano. Enquanto muitos estavam ansiosos pelo jogo entre Denver Broncos e Carolina Panther, tantos outros (como eu) queriam mesmo era ver o show do intervalo, quando algum artista de grande porte toma o gramado e faz uma grande festa durante 13 minutos.

O Coldplay foi responsável pelo show deste ano, embora tenha sido Beyoncé a grande estrela da noite. A banda britânica até fez bonito – e colorido -, mas quando se tem Queen Bey no palco, ela tende a ofuscar quem estiver por perto. Como especulado, ela surgiu com seu novo single, “Formation”, lançado no último sábado, e colocou o estádio abaixo com sua performance.

Mas há mais do que os olhos puderam ver em sua apresentação. Não demorou muito para que as pessoas no Twitter apontassem a homenagem de Beyoncé ao Rei do Pop, Michael Jackson. A cantora utilizou uma vestimenta similar àquela que Jackson utilizou em 1993, quando ele foi a estrela do show do intervalo do Super Bowl. E isso não foi tudo.

Por muito tempo, Beyoncé foi criticada por não se envolver tanto em assuntos políticos, apesar de ter feito do feminismo sua bandeira em 2014. Isso parece ter mudado com “Formation”, música que abre essa nova era na carreira da diva. Tanto a letra quanto o clipe do single fazem referência à valorização da estética e à cultura negra, tendo o vídeo a participação de policiais e um muro escrito “parem de atirar na gente”, um protesto claro contra a violência policial contra a população negra. Em fevereiro, os Estados Unidos celebram o Black History Month, mês em que as conquistas e os contribuição dos negros à história daquele país são lembrados. Ou seja, “Formation” não poderia vir em melhor momento.

Isso traz uma mudança muito bacana e esperada pelos fãs da cantora, que não decepcionou no show do intervalo. Mas além de homenagear Michael Jackson e cantar para um mundo todo sobre a beleza negra, Beyoncé levou mais aos gramados do Super Bowl: suas dançarinas estavam vestidas em roupas de couro, boinas pretas e estavam com seus cabelos crespos ao natural, o que lembrou o Partido dos Panteras Negras, organização política que lutava contra o racismo e pelos direitos civis da população negra dos Estados Unidos durante a década de 60.

Nos bastidores, ela repetiram o famoso gesto do grupo com os punhos levantados:

Tweet: “As dançarinas de Beyoncé com boinas pretas no Super Bowl prestam homenagem aos Panteras Negras, 50 anos depois de sua formação em 1966.”

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Fila de membros do Partido dos Panteras Negras

Em sua performance no Super Bowl, Beyoncé celebrou através de sua música e roupas, o ativismo de figuras importantes na construção da história e da cultura dos Estados Unidos, sendo essa a prova de que ela também é parte do movimento. Havia mais do que uma apresentação incrível, havia uma mensagem importante.

Como a própria Queen Bey canta nos versos de “Formation”, ela arrasa o tempo todo!

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Foto de destaque:AP Photo/Matt Slocum.