Há algo lindo no clipe de “Youth”, de Troye Sivan, que pode ter passado despercebido por você

25. fevereiro 2016 POP 1
Há algo lindo no clipe de “Youth”, de Troye Sivan, que pode ter passado despercebido por você

Em novembro do ano passado, Troye Sivan divulgou um lyric video da faixa “Youth”, presente em seu disco de estreia, “Blue Neighbourhood”, lançado em dezembro de 2015. E durante esta madrugada, ele finalmente lançou o clipe oficial da música, após deixar os fãs curiosos com fotos da gravação do vídeo compartilhadas no Twitter.

Dirigido por Malia James, diretora de “Ghost”, da Halsey, “Youth” traz o cantor australiano em meio a uma festa em sua casa, acompanhado de outros jovens, curtindo a vida e celebrando a juventude. A estética do clipe, parece ter sido inspirada nas fotos de decoração DIY daquelas que vemos no Pinterest, com luzes de natal iluminando o corredor, além de uma persistente iluminação azul, rosa e roxo, que dá um tom leve ao clipe. Mas há mais.

Troye é assumidamente gay. Isso não é segredo para ninguém, mas é linda e inspiradora a forma como ele expressa sua sexualidade em sua trabalho. E com “Youth” não foi diferente.

Se na trilogia de clipes “Wild”, “Fools” e “Talk Me Down”, o rapaz protagoniza uma triste história de amor com outro garoto – com direitos a beijos, abraços e toques -, em seu novo vídeo o cantor celebra a homossexualidade dançando e flertando com outro menino, enquanto Lia Marie Johnson (uma celebridade da internet) também aparece trocando olhares e toques com uma outra menina. E Amandla Stenberg também faz uma participação no clipe. Para quem não sabe, há pouco tempo a atriz se declarou bissexual em um vídeo no Snapchat.

Acho que você já entendeu meu ponto, não? Do contrário, o boné abaixo explica melhor: “Torne a América gay de novo”!

Pode parecer pouca coisa, mas nós não temos muitos exemplos de artistas pop assumidamente LGBTs, que abraçam suas identidades sem medo e as colocam em suas músicas e vídeos. Com certeza há mais clipes destacando as pessoas LGBTs hoje em dia, mas a grande maioria deles vêm das cantoras pop, como a Lady Gaga.

Seria injusto acusar artistas LGBTs por isso, afinal, eles possuem bem menos espaço na música mainstream – e eu arrisco dizer que expressar sua sexualidade abertamente pode ser até o fim da carreira para eles -, mas essa observação não deixa de ser pertinente.

Enquanto isso, é ótimo que Troye não tenha medo de expressar quem é através de sua música. E quem sabe ele não inspira outras pessoas, né? Tenho certeza que mais gente vai querer ver isso acontecendo. Vamos torcer!

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