“Grande Magia – Vida Criativa Sem Medo”

“Grande Magia – Vida Criativa Sem Medo”

Elizabeth Gilbert. Provavelmente você já viu esse nome em algum lugar. Talvez numa tarde de domingo chuvosa, quando você estava procurando um filme de romance qualquer pra ver enquanto abraçava uma panela de brigadeiro. Ou, talvez nem tenha sido assim, mas eu suspeito que você já tenha esbarrado com “Comer, Rezar e Amar” por aí. Um livro de memórias escrito por Elizabeth, que acabou se tornando um best-seller. Ganhando em seguida, um filme de mesmo nome estrelado pela Julia Roberts. Apesar de Liz ter sido conhecida mundialmente por esse livro, hoje eu quero falar de outra obra dela: “Grande Magia – Vida Criativa Sem Medo”.  

Esse é outro livro daqueles que a gente esbarra aleatoriamente numa feira qualquer no meio da cidade, acaba sendo conquistada pelas cores da capa, e em seguida pela sequência de palavras que completam o efeito mágico que o livro traz. Eu não tinha lido “Comer, Rezar e Amar” até então – estou lendo ele agora – , e era a primeira vez que eu tinha em mãos um livro de Elizabeth Gilbert.

Liz começa falando sobre suas próprias experiências ao longo da carreira de escritora e as dificuldades para se manter inspirada. No início, achei que ela falaria apenas da criatividade ligada à escrita, mas durante a leitura, você se dá conta que a criatividade pode ser aplicada em tudo o que fazemos no nosso dia-a-dia.

O livro é dividido em seis capítulos: ‘coragem’, ‘encantamento’, ‘permissão’, ‘persistência’, ‘confiança’ e ‘divindade’. Mas ela também criou subtópicos ao longo da narrativa, o que transforma a leitura em algo muito mais leve e fácil de ser conduzida.

Elizabeth descreve uma forma diferente e leve de ver a inspiração. Ela nos mostra como a criatividade é algo que fica solto, livre e que vem ao ser humano apenas se ele estiver aberto pra receber. Ela nos tira desse eixo fixo que muitas vezes é imposto, de que pessoas criativas só são criativas porque nasceram assim. Desconstrói essa crença e nos faz acreditar que a inspiração está sempre ali para todos, basta que saibamos escuta-lá. Ela também nos diz que de nada adianta tudo isso, se não acreditarmos em nosso trabalho e não formos apaixonados pelo que fazemos.

Em um dos capítulos, encontramos o seguinte conselho: “Se acabar descobrindo, após alguns anos sem escrever, que não encontrou nada que preencha o espaço da escrita em sua vida, nada que o fascine, que mexa com você ou que o inspire da mesma forma… bem, então sinto lhe informar que não terá outra escolha senão perseverar.” Nesse caso, ela fala diretamente para escritores, mas isso serve para qualquer outra profissão/paixão, e são coisas do tipo que  encontramos no livro, e que acabam nos motivando e nos fazendo refletir.

Algo que me marcou muito durante a leitura – e que eu levo comigo desde então – é quando ela diz que “feito é melhor do que perfeito”. Nós, estamos acostumados a buscar a perfeição ou o momento certo pra agir. Liz nos diz exatamente ao contrário. Que se ficarmos sentados, esperando o momento exato pra começar algo, esse momento nunca chegará e que você tem que se dar ao direito de fazer algo mesmo que aquele não seja o resultado que você sempre sonhou. No tópico seguinte, a autora entra em “defesa das casas tortas” e finaliza todo o seu pensamento de que é mais do que essencial, que nós, como criadores da nossa vida criativa, temos que ter em mente de que nem sempre vamos escrever um best-seller por ano e que não há nada de errado em exercitar sua criatividade criando algo comum. Apenas crie! 

Depois de concluir o livro, fui procurar mais sobre Elizabeth. Me deparei com uma palestra dela no TED, onde ela falava justamente sobre a dificuldade de escrever um livro logo após ter atingido um nível muito alto do sucesso com “Comer, Rezar e Amar”, e como ela aprendeu a administrar sua inspiração. E esse, com certeza, é mais um dos vídeos que se fosse um livro, ficaria na minha cabeceira. Nele, vocês conseguem sentir um pouco do que o livro traz, então, vou deixar o link aqui e depois vocês me contam o que acharam:

Por fim, posso dizer que a “Grande Magia” é uma ótima opção pra quem quer ler algo leve. Eu diria que ele é como aquelas séries de comédias que você assiste no hora do almoço e sorri no final de cada episódio.

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