Tenho saudade dos tempos em que o Fifth Harmony era sobre as meninas apoiarem-se umas às outras

28. agosto 2017 POP 1
Tenho saudade dos tempos em que o Fifth Harmony era sobre as meninas apoiarem-se umas às outras

Além da estreia do novo clipe de Taylor Swift, “Look What You Made Me Do”, o VMA 2017 ainda teve uma performance do quarteto Fifth Harmony, que cantou “Angel” e “Down”, clipe vencedor na categoria Vídeo Pop do Ano.

E no começo da apresentação, as quatro meninas apareceram com um quinto elemento em cima do palco. A julgar pela entrevista antes da premiação, na qual disseram que trariam uma surpresa para o público, uma pessoa mais inocente ou esperançosa (eu, para ser sincero), poderia pensar que Camila Cabello cantaria com o ex-grupo. Não. A quinta pessoa em questão se jogou para fora do palco, em uma tentativa de Ally, Normani, Lauren e Dinah de mostrar que elas não precisam mesmo de Camila.

Foi uma apresentação muito bonita visualmente, mas que realmente não precisava desse shade.

Em dezembro do ano passado, o Fifth Harmony emitiu um comunicado sobre a saída de Cabello do grupo. Segundo informaram, os representantes de Camila teriam avisado-as sobre a decisão da integrante em seguir carreira solo. Porém, horas depois, foi a própria cantora quem soltou uma nota, desmentindo a versão das antigas companheiras, e afirmando que elas “estavam cientes de meus sentimentos até aqui”.

De lá para cá, tanto as “Quintas” quanto Camila foram perguntadas sobre o assunto. É algo que gera interesse e polêmica, obviamente, o que justifica a insistência da mídia em falar sobre isso. As cinco garotas deram seus jeitos para evitar uma conversa sobre o tema, apesar das saias-justas.

Talvez a performance do Fifth Harmony no VMA 2017 seria uma forma de encerrar a discussão, e mostrar de uma vez por todas que o grupo é realmente um quarteto e de que é preciso focar nisso, mas ver uma pessoa se atirar para fora do palco não parece ser a melhor forma de lidar com a situação.

Se elas realmente queriam transmitir a mensagem de que são quatro, e não mais cinco garotas, e que é hora de superarem o fato de que Camila saiu do grupo, talvez a forma de executar a mensagem poderia ser diferente. Afinal, a carreira do Fifth Harmony foi construída sobre o feminismo e sobre a importância das mulheres apoiarem umas às outras.

“Acredito que a base do Fifth Harmony representa o girl power e apoiar outras mulheres é o reflexo do que somos. Nos conhecemos em 2012, no ‘The X Factor’, com um objetivo em comum e lá o tornamos realidade. Eu acredito que, como figuras públicas, é nossa responsabilidade e o mundo realmente escuta o que temos a dizer”, disse Normani à revista Cosmopolitan do México neste ano. “Nosso trabalho é ser um exemplo do que representamos no dia a dia, que é amar o próximo e tirar um tempo para dizer: ‘Eu amo como você se arrumou hoje’, ‘eu gosto de seu estilo’, ‘você está indo muito bem’. Podem pensar que odiamos umas as outras pelo fato de sermos mulheres, mas, na verdade, é possível ser poderosa sem ter que ofuscar as outras”.

Lendo isso, é impossível não ficar com sentimentos mistos em relação à apresentação de Ally, Dinah, Normani e Lauren no VMA. Elas podem, sim, ter tido outra ideia na cabeça ao montar a performance, mas é difícil acreditar nisso levando em conta que 1) a premiação é famosa pelas polêmicas e 2) a saída de Camila ainda recebe uma muita atenção e falatório nas redes sociais.

Cabello ainda não se manifestou sobre a performance de seu ex-grupo. E sinceramente, eu espero que não o faça. A melhor forma de seguir em frente, agora, é deixar essa mágoa para trás e mostrar-se uma pessoa madura. Mas vendo essa performance, sinto falta de quando o Fifth Harmony era sobre colaboração feminina.


1 thought on “Tenho saudade dos tempos em que o Fifth Harmony era sobre as meninas apoiarem-se umas às outras”

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    Ana Clarissa on 28/08/2017 Responder

    Acredito que teve todo um contexto sobre a apresentação.
    Um- éramos cinco (uma saiu por livre vontade)
    Dois- elas caíram em seguida (ficaram tristes)
    Três ressurgiram (quebrando o vidro, interpreto como liberdade). Até pq o novo álbum elas tiveram liberdade criativa e deram opiniões e até fizeram canções.
    Quatro: a chuva foi símbolo que estão de alma lavada e elas podem continuar sem medo.

    Bjs de luz.

    Acredito que precisamos interpretar todo o contexto. Eu como fã não vi como shade, é a história delas. Vida que segue.

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